Obra no Aterro do Flamengo gerou revolta entre moradoresLuiz Neves / Arquivo pessoal
A medida ocorre dois dias após o Iphan determinar a paralisação das obras por falta de autorização prévia do órgão federal. A intervenção também motivou manifestações de moradores, ambientalistas e entidades ligadas à preservação do patrimônio histórico e paisagístico.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Cavaliere afirmou ter determinado a rescisão do termo de concessão de uso firmado entre o município e a empresa responsável pelo empreendimento. Com a decisão anunciada por Cavaliere, o projeto original da montadora foi cancelado.
"Estou aqui assinando a rescisão do termo de concessão de uso entre o município e a empresa que faria mais do que um posto, que faria um showroom, uma loja ou o que fosse. Está rescindido", declarou o prefeito.
Segundo ele, o local poderá receber apenas um eletroposto para abastecimento de veículos elétricos, sem espaço para exposição ou comercialização de automóveis.
"O que a gente decidiu é que não vai ter nada ali que já não fosse consolidado ao longo dos últimos 25 anos. Sai o posto de gasolina e entra apenas um eletroposto, sem showroom, sem loja, sem nada disso”, acrescentou.
A estrutura licenciada pela Prefeitura previa a instalação de um eletroposto com pontos de recarga para veículos elétricos e um espaço destinado à exposição de automóveis da fabricante chinesa. O projeto recebeu autorização da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SMDU).
Entretanto, o Iphan entendeu que a intervenção exigia autorização prévia do órgão federal por estar localizada em área de entorno de bem tombado. Na segunda-feira (15), a autarquia determinou a paralisação imediata dos trabalhos.
MPF acompanha o caso
A polêmica também chamou a atenção do Ministério Público Federal (MPF). Em manifestação recente à Justiça, o procurador da República Sergio Suiama defendeu que a Prefeitura do Rio seja impedida de conceder licenças, alvarás ou autorizações para intervenções em bens tombados ou em áreas de entorno sem a prévia anuência do Iphan.
A empresa GWM Américas foi procurada pra reportagem de O DIA. O espaço segue aberto para posicionamentos.









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