Mãe de Oruam pede que rapper se entregue à Polícia e nega plano de fuga do Brasil Reprodução / Instagram
Na decisão, o colegiado citou entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo o qual a prisão preventiva depende de requerimento do Ministério Público ou de representação da autoridade policial.
Márcia deverá usar tornozeleira eletrônica, comparecer periodicamente em local estabelecido pela Justiça, além de ficar recolhida em casa no período noturno. Ela não poderá frequentar comunidades controladas pelo Comando Vermelho e o presídio onde Marcinho VP está preso. Também fica proibida de deixar a comarca sem autorização judicial.
A também determinou a suspensão de atividades econômicas e financeiras eventualmente exercidas por ela em empresas mencionadas na investigação e manteve os outros mandados de prisão, entre eles o de Oruam, que segue foragido.
Márcia foi alvo de uma operação que investigava a atuação de integrantes da facção em crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia do Ministério Público, ela teria exercido papel relevante na administração financeira do núcleo familiar de Marcinho VP, apontado como um dos principais líderes do Comando Vermelho. Porém ela já tinha sido beneficiada com outro HC após a operação Contenção Red Legacy, deflagrada em março contra a estrutura nacional do Comando Vermelho (CV).
De acordo com a acusação, Márcia seria responsável por ocultar e dissimular patrimônio supostamente adquirido com recursos oriundos do tráfico de drogas. A denúncia afirma que ela participou da compra de imóveis, administrou aluguéis de propriedades localizadas no Complexo da Penha e utilizou terceiros para movimentar valores e realizar pagamentos.
Réus ficam em silêncio em processo por tentativa de homicídio
Também nesta quarta-feira (17), a juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, presidiu mais uma audiência do processo em que o rapper Oruam responde por tentativa de homicídio contra policiais civis.
Durante a audiência foi ouvida uma testemunha de defesa. Thallys Gabriel de Azevedo afirmou que os policiais não teriam se identificado nem apresentado mandado durante a operação realizada na residência do cantor, no Joá, em julho de 2025.
Ao final da sessão, as defesas informaram que os réus optaram por permanecer em silêncio. O Ministério Público acusa o artista e outros denunciados de participarem de um ataque contra policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes durante uma operação que buscava localizar Thallys Gabriel, então investigado por envolvimento com o tráfico de drogas.

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