De acordo com a polícia, a mulher deixou o Brasil no dia seguinte ao ocorridoReprodução/Redes sociais

Rio – Uma turista colombiana foi indiciada por injúria racial contra um capoeirista. O crime aconteceu durante uma apresentação na Rocinha, Zona Sul, quando ela ofereceu uma banana para o lutador. A Polícia Civil também solicitou a inclusão do nome da mulher na lista vermelha da Interpol.
O episódio aconteceu no dia 26 de maio, durante uma atividade de um projeto social de capoeira na Rocinha, Zona Sul. Segundo a investigação da 11ª DP (Rocinha), após a apresentação de atletas locais para um grupo de turistas estrangeiros, um dos participantes iniciou a tradicional prática de "passar o chapéu". A colombiana teria retirado uma banana da bolsa e a direcionado ao capoeirista.

De acordo com a polícia, a mulher deixou o Brasil no dia seguinte, em 27 de maio, o que levantou a suspeita de tentativa de fuga para evitar responsabilização criminal. O caso só foi comunicado formalmente à delegacia no dia 28 de maio, quando foram iniciadas as diligências de identificação.

Com base em trabalhos de inteligência e análise de informações, os agentes conseguiram qualificar a investigada e confirmar que ela retornou à Colômbia logo após o episódio. A partir disso, a polícia concluiu o inquérito e formalizou o indiciamento por injúria racial.

Além do indiciamento, a Polícia Civil também pediu que o nome da suspeita seja incluído na difusão vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localização de foragidos ou investigados em outros países.

O caso repercutiu entre moradores da Rocinha e participantes do projeto social, que relataram que a apresentação tinha caráter cultural e de integração com turistas que visitavam a comunidade na ocasião. Após o caso, a agência de turismo que trouxe a colombiana repudiou o ocorrido.

"Reafirmamos que não nos omitiremos, não toleramos e repudiamos qualquer tipo de discriminação. O racismo é uma violência injustificável que atenta contra a dignidade humana e contra tudo o que acreditamos", afirmou.

Relembre

No início deste ano, Agostina Paez, 29 anos, foi indiciada pelo mesmo crime. Na ocasião, a argentina imitou um macaco e proferiu ofensas contra funcionários de um bar na Zona Sul. Ela chegou a ser presa em fevereiro, mas foi solta no mesmo dia.
Em março, a advogada recebeu autorização de voltar ao país de origem após pagar o valor referente a 60 salários mínimos, aproximadamente R$ 97 mil.