Thiago Rangel foi preso em operação da Polícia Federal Reprodução/Redes sociais
STF mantém Thiago Rangel preso após Polícia Federal apontar pressão sobre secretária de Educação
Investigação descobriu mensagens enviadas pelo ex-deputado à atual titular da Seeduc
Rio – O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão do ex-deputado estadual Thiago Rangel (Avante), detido desde maio durante uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de irregularidades em contratos da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc). A decisão levou em consideração novos elementos reunidos pelos investigadores, entre eles mensagens enviadas pelo político à atual secretária de Educação, Luciana Calaça.
Segundo a Polícia Federal, as conversas foram encaminhadas após mudanças promovidas pela nova gestão da secretaria, principalmente em cargos regionais no Norte e no Noroeste Fluminense. Para os investigadores, o conteúdo demonstra a tentativa de pressionar a administração da pasta em relação a indicações políticas feitas durante a gestão anterior.
A PF também reuniu áudios e mensagens que apontariam a influência exercida por Thiago Rangel em setores da Educação estadual. Em um dos registros analisados, o ex-parlamentar afirma que desejava ser informado sobre decisões tomadas em uma diretoria regional e reforça sua participação na indicação de ocupantes de cargos estratégicos.
Os investigadores ainda encontraram outras conversas que, segundo a apuração, mostram discussões envolvendo possíveis represálias contra adversários políticos. O material foi encaminhado ao STF e à Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou favoravelmente à manutenção da prisão preventiva.
Thiago Rangel foi preso em 5 de maio durante a quarta fase da Operação Unha e Carne. A investigação apura suspeitas de direcionamento de contratos para obras e serviços em unidades da rede estadual de ensino. De acordo com a Polícia Federal, empresas ligadas ao grupo investigado teriam sido beneficiadas em contratações realizadas pela Seeduc.
Em nota para a imprensa, a defesa de Thiago Rangel negou qualquer irregularidade, alegando que as mensagens foram tiradas de contexto.Afirma ainda que o ex-deputado apresentará sua versão dos fatos no decorrer do processo.

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