Jarbas Meneghini aguarda cateterismo no CTI do Hospital Municipal Rocha FariaArquivo Pessoal
A família só soube da internação no dia seguinte. De acordo com Monica, eles ficaram preocupados, mas com a alta demanda de confecção das taças no período de Copa do Mundo, era normal que Jarbas demorasse para chegar em casa.
“Eu soube no dia seguinte, às 8h. Fui para o hospital e corri na assistência social para entender o que tinha acontecido. Agora ele está no CTI”, relata.
Os médicos explicaram que Jarbas terá que passar por um cateterismo, procedimento que insere um cateter em um vaso sanguíneo do punho ou da virilha que vai até o coração para diagnosticar e tratar condições cardíacas. O exame é essencial para definir os próximos passos do tratamento do artesão.
Segundo Monica, o procedimento não é feito na unidade de saúde. Portanto, ele precisou entrar na fila do Sistema Estadual de Regulação (SER). O exame foi marcado para a próxima sexta-feira (3), no Instituto Nacional de Cardiologia, em Laranjeiras, mas é primordial que ele seja adiantado. Até a realização do cateterismo, Jarbas não poderá ter intercorrências, explicaram os médicos.
Esta, porém, não foi a primeira vez que o artesão passou mal. No início de maio, Jarbas chegou a desmaiar após ficar um longo tempo dando entrevistas. Na ocasião, ele chegou a bater com a cabeça, precisando levar nove pontos na testa.
A mulher do artesão conta ainda que, nos últimos dias, ele sentia dores no braço, mas atribuiu ao trabalho com as taças, que são pesadas. De acordo com Monica, o sintoma já poderia ser um indicativo do problema cardíaco.
Paixão por futebol transformada em arte
Na semana passada, o artesão conversou com O DIA e revelou que a paixão pelo futebol veio antes das confecção dos troféus esportivos. Há mais de três décadas, Jarbas se dedica à produção das taças, sempre aprimorando o trabalho.
"A paixão pelo futebol veio primeiro”, disse. A vontade de fazer réplicas dos troféus surgiu em 1994, ano em que a Seleção foi tetracampeã, por causa da imagem do ex-jogador Dunga erguendo a taça. "Eu me identificava com ele pela dedicação, determinação em campo, força. Eu falei: 'Vou comprar a taça'. Mas não tinha lugar nenhum".






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