Yasser Zayoun foi um dos presos pela Operação Hawala nesta quarta-feiraRedes sociais / Reprodução
A investigação começou após marcas de capinhas de celular denunciarem a venda de produtos piratas no Rio. A partir disso, a polícia passou a monitorar ambulantes que movimentaram quantias milionárias sem justificativa. No Morro de São Carlos, na região central do Rio, os agentes identificaram que o traficante Marcílio Cherú de Oliveira, o "Menor Cherú" — liderança do Terceiro Comando Puro (TCP) —, era dono de lojas de venda de capinhas.
Ligação com libaneses
Em São Paulo, a operação contou com o apoio de policiais civis locais na região central da cidade. A polícia aponta que os operadores lavavam dinheiro de membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de um comércio local, utilizado para branquear valores obtidos com o tráfico de drogas e com a venda de produtos falsificados.
Facções criminosas e Al Qaeda estão envolvidas
Os investigadores constataram que Reda Zayoun viajava com frequência para a Tríplice Fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina), considerada estratégica para o grupo libanês expandir seus contatos financeiros internacionais. O trio mantinha relações comerciais com um homem sancionado em 2021 pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sob a acusação de integrar o braço financeiro da Al Qaeda.
Segundo o governo norte-americano, Haytham Ahmad Shukri Ahmad Al-Maghrabi seria o agente da Al Qaeda no Brasil. Ele chegou ao país em 2015, é acusado de receber transferências bancárias de associados da organização terrorista, de imprimir moeda falsa e de operar uma empresa de móveis sediada em São Paulo.