Vítima foi atingida no rosto por um estileteÉrica Martin/Agência O DIA

Rio - Uma mulher denuncia o ex-companheiro por atacá-la com um estilete na porta de casa em Vila Valqueire, na Zona Sudoeste. A vítima, Milena Dias, de 20 anos, esteve no Instituto Médico Legal (IML) do Centro, na manhã desta terça-feira (21), para realização do exame de corpo e delito. O caso é investigado pela Polícia Civil.
Mãe e filha fizeram exame de corpo e delito no IML nesta terça - Érica Martin/Agência O DIA
Mãe e filha fizeram exame de corpo e delito no IML nesta terçaÉrica Martin/Agência O DIA
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Ao O DIA, a jovem explicou que já tinha uma medida protetiva contra Robson Leandro Garcia, 33 anos, que fugiu após a mãe dela, Michele Dias, intervir no ataque que aconteceu no último domingo (19).

"Eu já estava com uma medida protetiva desde o dia 11, só que ele veio me esperar quando eu estava chegando do trabalho. Ele veio na minha direção, me puxou para o início da rua e falou que queria me matar, mas minha mãe apareceu e ele falou que não era nada com ela, que ele só queria me matar. Ele pegou o estilete e deu na minha cara, quando ia me dar outro, minha mãe entrou na frente e ele atingiu ela no braço e na costela, e depois fugiu", contou.

Os dois viveram um relacionamento de dois anos e estavam separados há cerca de duas semanas, mas o agressor não aceitava o fim da relação.

"Mulheres, não aceitem, na primeira que ele ameaçar agredir, saia, vai procurar uma delegacia, tenta se proteger ao máximo. No começo ele era uma maravilha, depois a gente vai conhecendo a pessoa, perdoando, achando que vai mudar e nunca muda. Agora, ele vinha atrás de mim há um tempo, essa já é minha segunda ocorrência e não está adiantando", acrescentou.

A mãe da vítima contou que está toda dolorida, mas que pela filha faria tudo de novo se fosse preciso.

“Nesse momento, nós estamos na casa de amigos, estamos muito assustadas. Eu salvei minha filha, tomei duas navalhadas, meu corpo está todo navalhado, mas pela minha filha, eu faço tudo”, relatou.

Segundo a Polícia Civil, a investigação está em andamento na 28ª DP (Praça Seca). Em nota, a corporação frisou que as vítimas foram encaminhadas para exame de corpo de delito e que a autoridade policial solicitou as medidas protetivas de urgência. Agentes realizam outras diligências para apurar os fatos.
De acordo com dados do Tribunal de Justiça do Rio, a medida protetiva já foi autorizada na esfera da Lei Maria da Penha, por lesão corporal decorrente de violência doméstica contra a mulher. O processo também cita os crimes de ameaça e constrangimento ilegal.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Robson Leandro Garcia. O espaço segue aberto para manifestações. 
Colaborou Érica Martin