Barcos-patrulha e drones fazem parte da estrutura do CMA da CedaeDivulgação/Cedae

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Rio - Um ano e seis meses. Esse é o tempo que o time de tecnologia e segurança ambiental da Cedae está em campo para preservar a qualidade da água servida à população fluminense. E pelo menos até agora a equipe do Centro de Monitoramento Ambiental (CMA) da empresa vem batendo um bolão: desde janeiro de 2025, as bacias dos rios que abastecem grande parte do estado não registram casos relevantes de contaminação.
CMA da Cedae tem 36 câmeras e funciona 24 horas, todos os dias - Foto: Divulgação
CMA da Cedae tem 36 câmeras e funciona 24 horas, todos os diasFoto: Divulgação
O último grande acidente ocorreu em abril de 2024, quando um vazamento de tolueno, uma substância química tóxica, afetou o abastecimento da Cedae para cerca de dois milhões de pessoas. A partir daí, identificada a vulnerabilidade do sistema, que já havia sido afetado também pela presença de geosmina, no início de 2021, a empresa deu início à implantação do CMA, o primeiro da América Latina.
Com a ajuda da Essencio, empresa especializada em tecnologia ambiental, a Cedae conta hoje com um aparato tecnológico composto por 36 câmeras, sensores flutuantes, drones com imagens infravermelho, barcos-patrulha e até sobrevoos de helicóptero. Tudo é usado para vigiar 24 horas, todos os dias, as bacias dos rios Guandu e Guapiaçu-Macacu, onde acontecem as maiores captações de água, antes de seguirem para as estações de tratamento.
Todas as imagens capturadas em 14 bases instaladas ao longo dos rios chegam ao centro de controle operacional da Cedae, onde são analisadas num supertelão, por uma equipe treinada especificamente para este fim. Caso identifiquem necessidade de atuação, os órgãos de controle e fiscalização, como Defesa Civil, Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade e polícia, são acionados.
Os equipamentos empregados no CMA realizam a análise constante da qualidade da água, fornecendo dados e alertas em tempo real. Isso permite identificar mais rapidamente e com precisão alterações físico-químicas da água, garantindo mais agilidade na reação a eventuais problemas. Em um cenário marcado pelas mudanças climáticas e pela crescente pressão sobre os recursos naturais, a Cedae, ao recorrer à tecnologia, marca um golaço no controle da qualidade da água que fornece diariamente a milhões de fluminenses.