Justiça do Rio decide destino de Igor Gomes Moraes Alves, que matou a própria mãe Rafael Oliveira /TJRJ
O caso ganhou repercussão pela crueldade e pelas circunstâncias que antecederam o homicídio. Apenas três dias antes de morrer, Lúcia havia pago a fiança que garantiu a liberdade do filho, preso por tráfico de drogas.
O crime aconteceu em 6 de junho de 2020, no apartamento da vítima, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste. Antes da morte, houve uma discussão motivada pela possibilidade de internação do acusado para tratamento contra dependência química.
As investigações apontaram que Igor desferiu socos e chutes contra a mãe, mesmo depois de ela cair no chão. Lúcia não resistiu às agressões e morreu por asfixia e espancamento.
Após o assassinato, o acusado deixou o imóvel levando a bolsa da vítima, documentos, dinheiro e outros pertences. Horas mais tarde, policiais civis o encontraram dormindo em seu próprio apartamento, também localizado na Barra. No local, os agentes apreenderam documentos pertencentes à idosa e cerca de R$ 600 em espécie.
Durante a investigação, Igor confessou o crime. O júri teve início por volta de 12h com o depoimento do investigador da Polícia Civil Leandro Escarlate e Sá. Em seguida, foram ouvidos o porteiro do condomínio onde Lúcia morava, Francisco Carlos Moraes, e o porteiro do prédio onde Igor residia, José Erinaldo de Azevedo. Encerrada a fase de testemunhos, Igor foi interrogado, respondendo apenas às perguntas da defesa e da juíza Alessandra da Rocha Lima Roidis, que presidiu a sessão.
Além da pena de prisão, Igor também foi condenado pelo furto dos bens da mãe. O Ministério Público informou que recorrerá da dosimetria da sentença por entender que a punição aplicada não reflete a gravidade do crime e deve ser aumentada.

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