Diogo dos Santos Serpa foi capturado pela Polícia Civil em Nova Iguaçu, na Baixada FluminenseDivulgação / Polícia Civil
Diogo havia sido preso em flagrante na última quinta-feira (6), enquanto atendia uma criança de 10 anos diagnosticada com um tumor cerebral maligno. Segundo a Polícia Civil, ele utilizava crachá, carimbos e receituários em nome de profissionais da área da saúde.
Na decisão, a juíza Andressa Maria Ramos Ramundo destacou a gravidade dos fatos e apontou risco à coletividade caso o investigado respondesse ao processo em liberdade.
"A utilização reiterada de identidade e documentos médicos alheios, associada à realização de atendimentos e prescrição de medicamentos sem habilitação profissional, revela maior censurabilidade da conduta e demonstra que a liberdade do agente representa risco direto à vida alheia", escreveu a magistrada.
A juíza também ressaltou que há indícios de que o acusado teria atuado por meses utilizando a identidade de um profissional habilitado.
"A gravidade concreta dos fatos exige resposta firme do Poder Judiciário, especialmente diante dos elementos que indicam habitualidade na prática delitiva. Assim, a custódia cautelar não se funda em gravidade abstrata, mas na necessidade de impedir a continuidade delitiva e resguardar a coletividade", afirmou.
De acordo com as investigações, a suspeita surgiu após a mãe da criança desconfiar das prescrições médicas recebidas e consultar o cadastro do Conselho Regional de Medicina (CRM). Ao verificar os dados, ela percebeu que a fotografia vinculada ao registro não correspondia ao homem que realizava os atendimentos em sua residência.
A família procurou a Polícia Civil, que organizou uma ação para flagrar o suspeito. Durante a abordagem, os agentes encontraram com ele receituários e carimbos em nome de médicos.
Segundo a polícia, Diogo comparecia à casa da paciente desde outubro de 2025 e, ao longo desse período, teria prescrito medicamentos, solicitado exames e emitido encaminhamentos médicos sem possuir autorização para exercer a profissão.
Ele foi autuado pelos crimes de exercício ilegal da medicina, uso de documento falso, falsa identidade, estelionato e por expor a vida ou a saúde de terceiros a perigo. A Polícia Civil também apura se o suspeito utilizou documentos falsos para ser contratado por uma empresa de home care.
A reportagem de O DIA tenta contato com a defesa de Diogo dos Santos Serpa. O espaço segue aberto para manifestações.

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