Carla Lemos, mulher vítima de agressão na LapaReprodução/Redes sociais
Segundo Carla, a confusão começou após ela retornar do banheiro e encontrar dois homens próximos ao grupo de amigos. Um deles apresentava sinais de embriaguez e, conforme o relato, passou a esbarrar nas pessoas ao redor. Esse rapaz seria o suspeito de tê-la agredido, identificado como Lucas Braz.
A influenciadora conta que pediu para o homem se afastar. Pouco depois, a situação teria se agravado. Ela afirma ter recebido um empurrão e, na sequência, dois socos no rosto, além de puxões de cabelo. O golpe, segundo ela, provocou bastante dor.
“Só lembro da violência”, relatou Carla em uma publicação nas redes sociais.
Durante a confusão, uma mulher que estava no palco teria interrompido o samba e alertado o público sobre a ocorrência. Segundo Carla, ela ouviu a frase “estão agredindo uma mulher, ela está sangrando” e percebeu que sua mão estava coberta de sangue.
A Polícia Militar recebeu o chamado para atender uma ocorrência de agressão na Rua dos Arcos. Agentes do 5º BPM (Centro) encaminharam os envolvidos para atendimento médico e, posteriormente, todos seguiram para a 5ª Delegacia de Polícia.
A Polícia Civil ouviu os envolvidos e testemunhas e encaminhou Carla para exame de corpo de delito. O caso acabou registrado como lesão corporal e segue em apuração.
A advogada da influenciadora, Thaiz Sardinha, afirma que Carla formalizou representação criminal contra Lucas Braz, apontado como suspeito da agressão. Segundo a defesa da vítima, testemunhas teriam confirmado que a violência partiu do homem, enquanto imagens de segurança do local também podem ajudar a esclarecer o episódio.
A defesa de Lucas apresenta outra versão. As advogadas Gabrielly Caldeira Lima Cruz e Flavynia Mozzara Ventura Silva afirmam que a confusão começou após um amigo do suspeito sofrer uma suposta ofensa racial. Segundo elas, o episódio desencadeou uma briga envolvendo várias pessoas.
As representantes negam que Lucas tenha procurado Carla com intenção de agredi-la e afirmam que ele também sofreu ferimentos durante o tumulto. A defesa sustenta que a dinâmica dos fatos ainda depende da análise das imagens, depoimentos e demais provas.
A Fundição Progresso, local onde o samba aconteceu, postou uma nota lamentando o ocorrido e relatando que levou o caso à delegacia mais próxima.
"Infelizmente algo terrível aconteceu no nosso ambiente de trabalho na última quinta-feira. Logo depois de pararmos a roda para dar o recado que damos toda quinta-feira, de que não toleramos misoginia e qualquer tipo de preconceito, uma mulher foi brutalmente agredida.
Nós, a equipe da casa, o público em volta, os amigos; todos agiram o mais rápido possível para socorrer. Depois do ocorrido, fizemos o que sempre pregamos. Fomos até o fim e ficamos na delegacia até o final do trâmite legal. Mas não foi suficiente. O agressor saiu de lá andando e rindo.
A proteção de uma mulher contra a violência de gênero não pode depender dela conhecer ou ter mantido uma relação afetiva com seu agressor. Se a violência acontece porque ela é mulher, o Estado precisa protegê-la como vítima de violência de gênero em todos os lugares, em casa, no trabalho, na rua, numa festa ou em qualquer outro espaço. Esse é nosso compromisso.", diz a nota.

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