Caso aconteceu no Tribunal do Júri, no Fórum de São GonçaloDivulgação
Em nota, o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) informou que a juíza determinou a suspensão da audiência e a retirada do acusado do plenário, além de multa por litigância de má fé. Após a audiência, Leonardo Affonso procurou a Polícia Civil e registrou uma ocorrência por coação no curso do processo. Em declaração formal, ele afirmou temer por sua integridade física e pela própria vida em razão de sua atuação em investigações contra organizações criminosas.
O delegado participou de investigações contra grupos criminosos em Niterói e São Gonçalo quando atuava na Delegacia de Homicídios. Segundo as informações apresentadas no termo de declaração, as apurações apontaram a atuação de uma milícia em bairros como Porto Velho, Porto Novo, Gradim e Porto da Madama.
Ainda de acordo com as investigações, o grupo seria envolvido em crimes como extorsões, ameaças e homicídios. Ronan Azevedo Bento, condenado a 112 anos de prisão, foi identificado como um dos executores ligados à organização. Ele seria apontado como braço armado de Anderson Cabral Pereira, conhecido como Sássa, citado como uma das lideranças do grupo.
O Ministério Público considerou que a conduta pode representar uma tentativa de intimidação de uma testemunha de acusação. Com isso, pediu à Justiça a adoção de medidas para proteger Leonardo Affonso, incluindo escolta e outras providências de segurança institucional.
O MPRJ também solicitou à Secretaria de Administração Penitenciária uma avaliação da situação de Ronan e Anderson, com possibilidade de transferência para uma unidade prisional de maior segurança, inclusive um presídio federal. O pedido inclui ainda o monitoramento de eventuais contatos que possam possibilitar novas intimidações ou represálias.

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