Alejandro Prevez teve a prisão mantida pelo TJRJ no último domingoReprodução / Redes sociais
Segundo a decisão, Alejandro confessou às autoridades a intenção de deixar o Brasil pela fronteira com o Peru depois que o crime fosse descoberto. Para a magistrada, continuam presentes os fundamentos que justificaram a manutenção da prisão cautelar.
Alejandro responde por homicídio qualificado por motivo torpe, mediante promessa de recompensa, motivo fútil, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O processo também aponta a agravante de o crime ter sido cometido contra pessoa maior de 60 anos. Ele ainda responde por furto qualificado cometido durante o repouso noturno.
Galerista foi morto com 18 facadas
Brent Sikkema foi encontrado morto em seu apartamento, na Rua Abreu Fialho, no Jardim Botânico, em 15 de janeiro de 2024. O corpo apresentava diversas marcas de facadas.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Alejandro teria viajado ao Brasil seguindo informações fornecidas por Daniel Sikkema, ex-companheiro da vítima, e recebido auxílio financeiro para a execução do crime. A acusação sustenta que Daniel teria prometido US$ 200 mil pelo assassinato, em meio a uma disputa patrimonial decorrente da separação.
Na madrugada do crime, Alejandro teria utilizado chaves fornecidas por Daniel para entrar na residência de Brent. O galerista foi atacado 18 vezes com uma faca, segundo o laudo de necropsia citado pela Justiça.
O crime provocou uma investigação da Polícia Civil e teve repercussão internacional, principalmente por envolver um nome conhecido do mercado de arte contemporânea dos Estados Unidos.
Mandante foi condenado nos Estados Unidos
O processo contra Daniel Sikkema foi separado do de Alejandro depois que a defesa recorreu da decisão que o levou a julgamento no Brasil. Daniel acabou sendo julgado nos Estados Unidos e, em maio deste ano, foi considerado culpado por um júri federal em Nova York por planejar e financiar o assassinato do ex-marido.
A acusação apresentada à Justiça americana sustentou que Daniel contratou o executor e realizou pagamentos relacionados ao crime. A defesa, por outro lado, contestou a acusação e afirmou que as transferências financeiras apresentadas pela promotoria não tinham relação com o assassinato.

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