São Gonçalo: agressões, ameaças e episódios de violência sexual; Polícia Civil encontrou a adolescente em imóvelDivulgação/PCERJ

Rio - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou, nesta terça-feira, uma mulher acusada de manter a própria filha, de 15 anos, em cárcere privado. Ela também era submetida a sessões de tortura, agressões, ameaças e humilhações no imóvel da família, localizado em São Gonçalo, na Região Metropolitana.

Presa em flagrante no dia 17 de agosto, a mulher responde por cárcere privado qualificado, tortura mediante castigo e lesão corporal reiterada em contexto de violência doméstica. Na denúncia, o MPRJ solicitou à Justiça a manutenção da prisão preventiva da investigada.
De acordo com a Promotoria de Justiça junto ao Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de São Gonçalo, a adolescente era proibida de sair de casa e permanecia amarrada por longos períodos em condições insalubres.

Segundo os relatos contidos no processo, a mãe agredia a jovem em diferentes ocasiões utilizando pedaços de ferro, madeira, tijolos e chinelos. A vítima também era submetida a ofensas verbais e ameaças frequentes dentro da residência.

O crime foi descoberto após a adolescente conseguir enviar um pedido de socorro por mensagem para a irmã, informando que estava acorrentada e amarrada.

Policiais civis foram acionados e se deslocaram até o imóvel, onde encontraram a jovem sob forte abalo emocional. Durante a vistoria na casa, os agentes apreenderam uma corda no quarto, compatível com a narrativa apresentada pela vítima.
A reportagem de O DIA não localizou a defesa da mulher. O espaço segue aberto.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral