Rio - O ataque a tiros à uma oficina de motos em Nilópolis, na Baixada Fluminense, ocorrido na noite desta quinta-feira (27), causou a morte do 2º sargento da Marinha Yuri Cardoso Dias Barreto. De acordo com um familiar, ele havia parado no estabelecimento para fazer um conserto em seu veículo.
O crime aconteceu na Avenida Roberto Silveira, no bairro Olinda, na frente da estação de trem. Testemunhas relataram que criminosos - armados com fuzis - passaram em um carro e atiraram diversas vezes na direção de pessoas que estavam na porta da oficina.
Yuri teria ido ao estabelecimento porque sua moto apresentava uma falha. O militar aguardava a análise de um funcionário quando foi baleado. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Nas redes sociais, a torcida Vasmarujos, que reúne vascaínos marinheiros, emitiu uma nota de pesar. "Que Deus conforte o coração de seus familiares e amigos neste momento de dor. Descanse em paz, irmão. Sua memória jamais será esquecida", diz o texto.
É a segunda morte que atinge a família nesse mês. A cerca de duas semanas, Yuri havia perdido o pai. Ainda nas redes sociais, amigos também lamentaram a tragédia.
"Um pai incrível e um marido presente. Seus filhos seguiam seus comandos dados com amor. Um pesadelo real sendo vivido pela família, que sofre mais uma perda em tão pouco tempo. E seus filhos? Como será? Mataram um inocente que não tinha nada a ver. Muitos sofrem a perda, mas o que mais dói é ver um filho sem o pai e avô, que partiu a tão pouco tempo. Tristeza e revoltante", comentou uma internauta.
"Excelente militar, pessoa do bem e um grande companheiro de farda. Tivemos a honra de servir juntos e compartilhar momentos que ficarão para sempre na memória. Um homem apaixonado pelos filhos e pela família, que deixa um legado de amizade, respeito e carinho. Que Deus o receba de braços abertos e conforte o coração de familiares e amigos neste momento de profunda dor", escreveu outro.
Yuri deixa a companheira e um casal de filhos. Ainda não há informações sobre o enterro.
Feridos
Segundo a Polícia Civil, o ataque deixou outras cinco pessoas feridas. Duas foram socorridas e levadas para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, duas ao Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, e uma para o Hospital Municipal Juscelino Kubitschek, em Nilópolis.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, um dos encaminhados ao Hospital Geral de Nova Iguaçu é um policial militar.
Sem especificar o agente, a Prefeitura de Nova Iguaçu informou, nesta sexta-feira (28), que recebeu Bruna Kelly Barbosa de Lima, de 23 anos, e Wellington do Nascimento Mello, de 40 anos, na unidade. A mulher foi baleada na coxa direita, recebeu atendimento médico, medicações e teve alta, com orientação para seguir com acompanhamento ambulatorial.
Wellington foi vítima de múltiplos disparos e passou por cirurgia de emergência. Ele permanece internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI), sob vigilância intensiva. O estado de saúde é gravíssimo.
O Hospital Municipal Juscelino Kubitschek recebeu Raphael Andrade Souza, de 35 anos, conhecido como Rafa e proprietário da oficina onde o crime ocorreu. Nesta sexta-feira (28), a Prefeitura de Nilópolis disse que ele teve alta. Ainda de acordo com o Município, imagens de câmeras da cidade estão sendo analisadas pelo Centro de Controle Operacional de Nilópolis (CCON) para ajudar as investigações.
Ainda não há informações sobre os estados de saúde e identificação das vítimas internadas em Caxias.
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga o caso. Segundo a Polícia Civil, agentes realizam diligências para identificar a autoria e circunstâncias do crime.
A reportagem pediu um posicionamento para a Polícia Militar, em e-mail enviado às 10h52, sobre a presença de um agente entre os feridos, mas ainda não recebeu retorno. O espaço está aberto para manifestação.
A Marinha também foi procurada, em e-mail enviado às 9h12, e também não respondeu.
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