Submetidos a condições insalubres, cães se alimentavam das carcaças de outros animaisDivulgação
Segundo denúncias, Camila Salata Medeiros, apontada como proprietária da ONG, usava o nome da instituição para pedir doações via Pix nas redes sociais, mas os recursos arrecadados não eram utilizados para ajudar os animais abrigados.
Protetor dos animais, o vereador Luiz Ramos Filho, que participou do resgate, classificou a situação como “particularmente revoltante”.
“Os animais estavam famintos e comiam a carcaça de um cão. Todos muito sujos, com os pelos embaraçados por falta de tosa, com dermatites. Um ambiente extremamente insalubre. Os animais eram visivelmente explorados, usados para que a dona da ONG arrecadasse dinheiro. É uma situação absurda e criminosa, porque maltratar animais é crime”, afirmou.
Moradores da região, que denunciaram a situação, afirmaram que Camila não mora no local. Segundo o registro de ocorrência, a proprietária da ONG ia ao local eventualmente e deixava os animais sem assistência por vários dias. Ela teria aparecido pela última vez no endereço há cerca de duas semanas.
A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais foi acionada para a ação. “Uma parte destes animais vai para os abrigos da prefeitura e outros vai para lares temporários. Eles vão receber os cuidados médicos, serão castrados e vacinados e depois da quarentena serão colocados para adoção”, disse a secretária municipal de proteção e defesa dos animais, Jenifer Coelho Ramos.
O caso foi registrado na 33ª DP (Realengo) e encaminhado à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), responsável pela investigação. A reportagem de O Dia não localizou a defesa de Camila Salata Medeiros. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.






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