Em agenda no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve, nesta sexta-feira (18), no Complexo da Polícia Rodoviária Federal, em Irajá, na Zona Norte. Ao lado do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) e do governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, o chefe do Executivo reuniu agentes de segurança pública para anunciar um plano de retomada de território em combate ao crime organizado.
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"O Rio de Janeiro (...) é o estado que é a cara do Brasil no mundo. É o estado que tem as melhores praias, os melhores sambas do país... é a cara de quem quer fazer turismo. Mas ele foi tomado por uma cara que não nos agrada, que é a da bandidagem e de uma classe política que nem sempre merece o respeito que a sociedade deposita quando vota. É inacreditável que um estado como esse, o maior produtor de petróleo do Brasil, viva a situação que vive o Rio de Janeiro", criticou.
A força-tarefa conta com uma integração das forças ligadas aos governos federal, estadual e municipal. Com foco em coibir roubos de cargas, Lula destacou que o município funcionará como uma espécie de teste para sufocar a logística e mobilidade do crime. "Se der certo no Rio, vai dar certo em todo território nacional", opinou.
O presidente também explicou que prevê a retomada de territórios e o fortalecimento das capitais no combate organizado. "Nós estamos querendo construir uma nova política de segurança pública nesse país. Que a gente envolva a prefeitura, como uma do tamanho da cidade do Rio de Janeiro. Com essa extensão, ela [a cidade] não pode ficar sem ter uma polícia dela, com direito de andar armada. Porque ninguém respeita mais quem está com uma pétala de rosa", pontuou o presidente, que completou:
"Não tem sentido um bandido mandar em uma favela; não tem sentido um bandido tomar conta de um clube do bairro. Não tem sentido isso. E eu sei que nenhum de nós vai conseguir resolver. É muito fácil criticar, e é muito difícil construir. O que nós estamos tentando mostrar aqui é o começo, que eu considero quase como um 'plano piloto'".
Em reunião, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Estado do Rio estabeleceram a estrutura de governança para o acordo de cooperação técnica entre as forças de segurança, incluindo um comitê gestor e um grupo técnico permanente.
As instituições irão trabalhar na elaboração dos primeiros Planos Operacionais Integrados, que organizarão as ações nas principais vias, estabelecendo áreas de atuação, responsabilidades institucionais, capacidades operacionais, fluxos de comunicação, compartilhamento de informações, emprego de tecnologias e indicadores de acompanhamento.
"Estamos mostrando a importância dessa união entre presidência, Estado e prefeitura. Essa união sem bandeiras, mas com muita responsabilidade. A segurança não pode caminhar com a visão errônea da política, temos que seguir em frente voltados a uma única direção. Aqui no estado, estamos realizando várias atividades em conjunto, fazendo as maiores apreensões, graças a essa união. O Brasil tem condições de seguir em frente e realizar a atividade de segurança", comentou Ricardo Couto.
Entre os corredores previstos no Acordo estão a Avenida Brasil, a Linha Vermelha, a Linha Amarela e os acessos ao Porto do Rio de Janeiro e ao Aeroporto Internacional Tom Jobim. Outros eixos poderão ser incorporados conforme as análises técnicas e as deliberações do Comitê Gestor.
O objetivo é reduzir roubos de cargas e veículos, receptação e outros crimes patrimoniais, além de ampliar a capacidade de identificação e desarticulação das organizações criminosas que utilizam esses corredores para circulação de armas, drogas, produtos ilícitos e recursos provenientes de atividades criminosas.
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