Uma mulher morreu após ser baleada na cabeça dentro de uma igreja evangélica no distrito de Três Irmãos, em Cambuci, no Noroeste Fluminense. Segundo a Polícia Militar, o ex-companheiro da vítima invadiu o local e foi preso momentos depois pelo crime de feminicídio.
De acordo com a corporação, policiais estiveram no local para verificar uma ocorrência envolvendo disparos de arma de fogo no interior da igreja na noite da última sexta-feira (25). No endereço, os agentes encontraram a vítima, identificada como Jocilerne Oliveira, de 49 anos, já sem vida. O óbito foi confirmado por uma equipe do Corpo de Bombeiros.
Em seguida, agentes do 36º BPM (Santo Antônio de Pádua) localizaram o suspeito na cidade de Aperibé. Ele estava conduzindo uma motocicleta e precisou ser encaminhado à delegacia, onde acabou autuado em flagrante por feminicídio.
Durante a ocorrência, as equipes ainda apreenderam dois casacos, um capacete, um aparelho celular e o veículo utilizado pelo suspeito.
Já o corpo da vítima foi removido para o Instituto Médico-Legal (IML) de Santo Antônio de Pádua.
Em nota, a Polícia Civil informou que após a prisão em flagrante o caso foi encaminhado à Justiça.
Mulheres protestam contra o feminicídio
A Praça Arariboia, no Centro de Niterói, na Região Metropolitana, recebeu na última quinta-feira (24), o Ato Mulheres com Fernanda Neves, mobilização dedicada ao enfrentamento da violência contra as mulheres e à ampliação da participação feminina na política.
O encontro reuniu mulheres de diferentes segmentos e colocou no centro do debate a necessidade de políticas públicas permanentes de prevenção, proteção e autonomia. Niterói chegou a registrar 16 meses sem feminicídio, sendo um exemplo de políticas públicas para todo o estado do Rio.
Aumento nos casos no Rio
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam um aumento de 10,2% nas tentativas de feminicídio no estado do Rio de Janeiro no primeiro trimestre de 2026. O número de casos passou de 88, no mesmo período de 2025, para 97 neste ano. O levantamento, divulgado em maio, também registrou crescimento nos casos de constrangimento ilegal (37%) e difamação (25%).
Segundo especialistas ouvidos pelo ISP, esse cenário pode indicar que mais mulheres estão buscando os canais de denúncia e a rede de acolhimento antes que a violência evolua para situações letais.
Apesar do aumento nas tentativas, o estado registrou queda de 37% nos casos consumados de feminicídio no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com o ISP, este é o menor número para o trimestre desde 2020.
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