Ato pró-Lula no Largo da Carioca, no Centro do Rio, termina com feridos Divulgação
A Polícia Militar foi acionada e agentes realizaram a identificação do local de onde teriam partido os objetos. Também foram solicitadas imagens das câmeras de segurança do edifício para auxiliar na identificação dos responsáveis.
"É assim que eles querem governar o Estado, sem nenhuma democracia, mas eles vão ter que me aturar. Podem nos ameaçar, porque nós não temos medo da luta. Eles não terão sossego, porque estão provocando conflito. Nós somos votos democráticos, temos base popular e, por isso, eles estão morrendo de medo da gente", afirmou.
Em nota, a assessoria de Renata Souza condenou o episódio e pediu a apuração dos fatos. "Benedita da Silva e Renata Souza foram alvo de um ataque com bolas cheias de água lançadas de prédios no Centro da cidade enquanto participavam de uma plenária em apoio ao presidente Lula. A agressão contra duas mulheres negras com trajetórias de luta pela democracia expressa a violência e a intolerância fascistas que tentam intimidar a participação política. O episódio merece repúdio e apuração: nenhuma divergência política justifica ataques ou ameaças", declarou a assessoria.
Para Gabriel Siqueira, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, o episódio representa um grave alerta sobre os riscos à democracia brasileira. "Para nós, esse ataque é apenas uma amostra do que pode representar um eventual governo de Flávio Bolsonaro. Nesta semana, ele falou em fechar instituições e mudar a Constituição. Estamos diante do risco de um aprofundamento do autoritarismo, que pode colocar o Brasil à beira de uma ditadura. Não podemos naturalizar a violência política nem permitir que o medo impeça o povo de exercer seu direito de manifestação", afirmou Gabriel.
O MTST e o Comitê dos Comitês repudiam qualquer forma de violência contra manifestações políticas pacíficas e reafirmam a importância de garantir a segurança dos participantes, o livre exercício do direito de manifestação e a defesa das instituições democráticas.
Ameaça à UFF
Em nota, a reitoria informou que recebeu as denúncias por meio de canais institucionais e que solicitou reforço na segurança dos campi, além de manter contato com órgãos de segurança pública para acompanhar o caso. Até o momento, não há registro oficial de invasões ou tentativas de incêndio nas unidades da universidade.
Incêndio na UFPE aumenta alerta
De acordo com a reitoria da UFPE, os prejuízos podem ultrapassar R$ 100 milhões, incluindo equipamentos científicos e décadas de pesquisas acadêmicas. Não houve feridos. A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do incêndio. Embora relatos sobre ameaças atribuídas a grupos extremistas tenham circulado nas redes sociais, as autoridades destacam que ainda não existem evidências conclusivas que permitam relacionar essas mensagens ao incêndio ocorrido no campus.



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