Policiais civis prenderam, nesta sexta-feira (9), Alexandre Serra de Souza, conhecido como “Xandão”, investigado pelo ataque que matou o policial civil Carlos Alberto Freire Neto, em julho deste ano. A prisão foi realizada na comunidade do Muquiço, onde o suspeito é apontado como um dos gerentes do tráfico de drogas.
Segundo a Polícia Civil, havia um mandado de prisão contra Alexandre pelos crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A captura contou com informações de inteligência da P2 do 9º BPM.
Carlos Alberto Freire Neto foi morto em 8 de julho de 2026, durante um ataque atribuído a criminosos da comunidade do Muquiço. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste. O agente chegou a passar por cirurgia, mas não resistiu e morreu.
De acordo com a Polícia Civil, os agentes da DHBF faziam diligências de inteligência na região quando foram atacados. Uma viatura da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) passava pelo local e parou para dar apoio, dando suporte até o hospital.
A corporação classificou a ação como covarde e reforçou que “ataques contra agentes de segurança pública representam um ataque direto ao Estado”. Após o ocorrido, centenas de agentes se dirigiram ao local.
A despedida aconteceu em Niterói. O corpo seguiu em cortejo no caminhão do Corpo de Bombeiros, seguido por um comboio de viaturas da Polícia Civil, até o Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, onde o agente foi cremado.
Morador de Niterói, Carlos Alberto ingressou na Polícia Civil em dezembro de 2023 e, desde maio, atuava na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Ele deixou esposa e dois filhos.
Após a prisão de Alexandre, foram cumpridas as formalidades legais, e o suspeito será encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.
A DHBF informou que continuará realizando investigações e operações para localizar outros suspeitos e combater crimes violentos na Baixada Fluminense.
Informações sobre o caso podem ser repassadas à DHBF pelo WhatsApp do Disque Denúncia, no número (21) 99805-4394. O sigilo é garantido.
A reportagem de O DIA tenta o contato da defesa de Alexandre Serra de Souza. O espaço segue aberto para manifestações
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