Atleta foi vítima de assalto na saída do jogoReprodução/Rede Social

O atleta de voleibol Gustavo Iris Peçanha foi vítima de um assalto na saída do Clube Social e Esportivo dos Rodoviários, em Rocha Miranda, na Zona Norte, no último domingo (11). Indignado, o técnico questionou a falta de segurança no entorno dos locais onde ocorrem as partidas.
O caso foi flagrado por câmeras de segurança da região, que mostram o atleta sendo rendido por dois criminosos armados. Ele teve todos os seus pertences foram levados, incluindo a moto, o celular, documentos, uniforme e tênis.

Veja vídeo:

Segundo o técnico, ele já estava pronto para ir embora quando foi surpreendido pelos bandidos. "De repente, na porta do clube, me deparei com bandidos e fui feito refém durante um assalto. No primeiro momento, tentei manter a calma e controlar o medo que me cercava, agindo com cautela e precaução para evitar que o pior acontecesse. Minha primeira reação foi de incredulidade. Em questão de segundos, meu dia virou de cabeça para baixo, e eu havia perdido bens pelos quais tanto lutei para conquistar", afirmou.
O atleta afirmou que conhece a competição há anos e reconhece todo o preparo necessário para a organização de um evento que acontece ao longo de todo o ano e atende a mais de 100 equipes. No entanto, ressaltou que recebe constantes relatos sobre a insegurança nos locais onde os jogos são realizados.

"Não é de hoje que escuto relatos sobre quadras impróprias para a realização dos jogos, falta de segurança nos locais, tratamento por parte da arbitragem, entre outros problemas. Um evento do porte da LIVERJ não pode priorizar o crescimento e a expansão de suas atividades sem antes pensar na estrutura necessária para atender adequadamente a todos os seus participantes", afirmou.
Ao DIA, ele relatou ainda que nunca havia passado por uma situação parecida com essa, mas voltou a destacar a insegurança no entorno do clube.
"Muitas pessoas conhecidas que frequentam Rocha Miranda em prol desse clube já sofreram o mesmo que eu sofri no domingo. Eu estou sempre frequentando esse espaço, pelo menos duas vezes no mês, já que os jogos das etapas do campeonato geralmente são lá. Tem tido muito assalto, principalmente de moto, e eu não recuperei nenhum bem meu ainda", explicou.

Após a repercussão do caso, a Liga de Voleibol Amador do Rio de Janeiro (LIVERJ) informou, nesta quinta-feira (15), que está atenta ao ocorrido e manifestou solidariedade ao atleta. A organização também lamentou a situação e reconheceu a preocupação gerada entre os participantes e toda a comunidade do voleibol amador.

A instituição destacou ainda que espaços em regiões como a Zona Sul e a Barra da Tijuca, além de escassos, possuem custos elevados e limitações de disponibilidade, o que dificulta sua utilização dentro da realidade financeira das competições. Confira a nota:

"Compreendemos as circunstâncias do episódio e estamos buscando o diálogo com os responsáveis pelo espaço, na tentativa de viabilizarmos uma comunicação única com o batalhão da área para reforçar o policiamento, ampliando a atenção à segurança nos horários de realização das nossas rodadas.

Sabemos, contudo, que solicitações de reforço no policiamento dependem do planejamento operacional dos órgãos de segurança pública, do mapeamento de áreas prioritárias e da disponibilidade de efetivo e viaturas. Por isso, nem sempre é possível obter o atendimento solicitado, embora continuemos buscando os canais adequados para apresentar nossas demandas.

Também consideramos importante esclarecer que a organização de uma competição envolve desafios estruturais e financeiros. A LIVERJ busca manter valores de participação acessíveis, conciliando os custos de arbitragem, locação de quadras, logística e demais despesas operacionais", disse em comunicado.