Catedral Metropolitana passa por obras de restauraçãoDivulgação / Governo do Rio

A Catedral Metropolitana de São Sebastião, localizada no Centro do Rio, está passando por obras de restauração. Feita pela Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop-RJ), a intervenção iniciou pela recuperação da torre campanário, erguida em 1985, dando partida para a primeira grande reforma de manutenção do templo desde a sua construção, há 50 anos.


A etapa inicial contempla a restauração e a afinação dos seis sinos da torre, cujos pesos variam entre 300 quilos e 3,5 toneladas. Retirados com o auxílio de guindastes para a realização dos serviços, os materiais estão prontos e têm retorno previsto à torre em novembro.
Na ocasião, deverão soar juntos na convocação dos fiéis para o Jubileu de Ouro da Catedral, celebrando seus 50 anos. Como novidade tecnológica, foi realizada uma adequação elétrica da estrutura para que os sinos  sejam automatizados, permitindo o acionamento por botão, sem a necessidade de alguém acionando as cordas manualmente.
Segundo o diretor de manutenção do projeto, Felipe Cordeiro, todo o processo está sendo feito de forma cuidadosa.

"Os sinos já estão prontos e estão em exposição na entrada da Catedral. Estamos na etapa de realizar o acabamento da torre que fica na área externa. A parte da fachada, que é feita toda de concreto, estava bem danificada. Primeiro estamos fazendo uma limpeza profunda e, em seguida, faremos todo o restauro com um material especial. Na parte interna, além dos vitrais que estão sendo minuciosamente cuidados, estamos cuidando da parte estrutural que já estava em deterioração", afirmou.

A Catedral Metropolitana é um dos principais ícones da arquitetura modernista carioca e recebe milhares de turistas e fiéis por ano. O projeto de restauração abrange ainda a recuperação da fachada, dos vitrais e de outros elementos da arquitetura. Todos esses reparos já estão em andamento e com previsão de término total para julho de 2027.

Obra artística

Alguns dos elementos do processo de restauração são as quatro faixas de vitrais de dezenas de metros da Catedral. Cada faixa conta com mais de 2 mil peças de vidro importado. 
No restauro, todas são retiradas cuidadosamente e levadas para um ateliê no subsolo onde passam por um processo de limpeza ou substituição por novas peças de reserva técnica guardadas desde a sua construção. Tudo isso feito com um apreço artístico de atenção aos mínimos detalhes que, por fim, geram a magnitude da obra.

O restaurador responsável é Claudio Sacramento, de 51 anos, que desde os 14 anos trabalha no local. Ele  conhece como ninguém cada canto dos vitrais coloridos.

"Para mim é muito prazeroso, pois é como se fosse a minha casa sendo reformada. É uma vida inteira aqui. Sempre fizemos pequenas manutenções nos vitrais, mas este é o primeiro grande reparo em todos eles. É um trabalho manual e artístico muito escasso. É arte sacra", contou.

O padre Arthur Torres, que celebra as missas do templo, pontou que as obras acontecem em um momento muito especial.

"A obra chega num momento muito oportuno: a tempo de celebrar o Jubileu de Ouro da nossa Catedral. Ela [a Catedral] marca uma presença significativa no coração da cidade. A reforma traz muitos benefícios, pois torna ela mais bonita e atraente, fazendo com que as pessoas que a visitem sintam a presença de Deus. Então, é repleto de alegria que celebramos todo este restauro", declarou.

A obra integra o Programa Infratur, voltado à revitalização e qualificação de patrimônios turísticos e prédios públicos estaduais. O investimento total é de R$ 72,1 milhões, custeado com recursos do Fundo Soberano do Estado do Rio de Janeiro (Funserj).