A gente pela gente

Protesto semanal é liderado por moradoras do Viradouro contra abuso de autoridade da PM

Por O Dia

Ocupação Cultural Artística mobiliza moradores todo sábado este mês
Ocupação Cultural Artística mobiliza moradores todo sábado este mês -

Respeito. Esse foi o pedido dos moradores do Conjunto de Favelas do Viradouro, no último sábado. Nesse dia, a comunidade recebeu a segunda parte da Ocupação Cultural Artística na praça da região para se posicionar contra a violência e o abuso de autoridade praticados pela Polícia Militar, que desde o dia 19 de agosto está dentro do complexo. Batizada de "A gente pela gente", a manifestação é liderada por moradoras contrárias às ações. Elas relatam violações às suas casas, sustentam que agentes públicos promovem arrombamentos de portas e janelas, além de invadirem os domicílios.

Mesmo com a proibição do Supremo Tribunal Federal neste momento de pandemia de batidas policiais nas favelas do Rio, a ocupação policial começou por ordem da Prefeitura de Niterói, para que fossem realizadas melhorias na comunidade e com a justificativa por parte da Secretaria de Estado da Polícia Militar, de garantir a segurança da população, assim como o acesso de serviços públicos.

No dia 26 de agosto, os moradores do Morro da União, pertencente ao Conjunto de Favelas do Viradouro, fizeram um protesto silencioso, com faixas penduradas em suas casas com as frases: "Casa de morador, respeite!", "Casa de morador, não arrombem a porta, saiu para trabalhar". O protesto estendeu-se para outras comunidades, como o Morro do Africano.

Considerada um sucesso pelos organizadores, a ocupação vai se repetir todo sábado de setembro com teatro, uma roda de conversa e cortejo, além da presença do cantor Buiú. Também estiveram presentes órgãos da Prefeitura, como a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), representantes da Secretaria de Cultura e da Comissão de Direitos Humanos do Município, liderados pelo vereador Renatinho (PSOL), Presidente da Instituição, que encaminhou as denúncias dos moradores ao MPRJ, à Defensoria Pública e ao Conselho Nacional de Direitos Humanos.

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