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Informe: Temer avalia reeleição

Apesar de a popularidade do emedebista ser hoje a mais baixa da história de um presidente, a propalada melhora na economia pode impulsionar a candidatura

Por Paulo Capelli

Rio - Faltando noves meses para a eleição, aliados de Michel Temer (MDB) iniciam um movimento, ainda discreto, para que ele seja candidato à Presidência. Apesar de a popularidade do emedebista ser hoje a mais baixa da história de um presidente, a propalada melhora na economia pode impulsionar a candidatura. "Em setembro, ele tinha índice de aprovação de 3%. Agora, as pesquisas mostram 6% de popularidade. Se chegar a dois dígitos até março, por que não disputar a reeleição? Ele não tem nada a perder", diz um governista.

A conversa já existe nos corredores do Palácio do Planalto. Há cautela, porém, porque ainda não se sabe se a recente divulgação da melhoria dos índices econômicos será suficiente para recuperar a imagem do governo Temer.

Não decola

Outrora apontado como o candidato de Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não tem conseguido decolar nas pesquisas de intenção de voto. E isso fortalece a ala que defende a candidatura de Temer.

Aliás

O rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela Standard & Poor's, ontem, era tudo o que Temer não queria neste momento.

O Dia D de Lula

No dia 24, previsto para o julgamento que pode culminar com a prisão de Lula e a impossibilidade de o petista concorrer, Temer estará do outro lado do Atlântico. Participará do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Cacife

Um experiente político ouvido pelo Informe não acredita que Rodrigo Maia (DEM-RJ) concorrerá à Presidência da República. "Ele está se cacifando, se tornando conhecido nacionalmente. E isso será um trunfo para a eleição (ao governo) do pai dele, Cesar Maia (DEM), no Rio. Ou de quem ele decidir apoiar. Mas o Rodrigo não vai arriscar perder a presidência da Câmara, que é, hoje, o cargo mais importante do país. Sabe que, reelegendo-se deputado, vai ser reconduzido sem dificuldade para a presidência (do Parlamento)".

No tempo de Cesar

A Coluna perguntou a Cesar Maia, hoje vereador, quando decidirá se será candidato ao Palácio Guanabara. Ensaboado, respondeu: "Espero que não seja necessário. Mas o prazo é o início de abril". Ou seja, pretende aguardar até o último minuto.

Após as águas de março

A espera pela janela de transferência partidária, em março, não é exclusividade de Cesar Maia. O PSDB fluminense também aguarda as movimentações para definir se haverá um candidato tucano ao governo. São as trocas de março afetando a eleição.

Surpreendeu em 2014

O Psol já definiu o nome. O vereador Tarcísio Motta começará a rodar os municípios a partir de fevereiro, começando por Macaé. "Minha candidatura será muito colada à do (deputado federal) Chico Alencar (Psol) ao Senado. O mote da campanha será 'Se o Rio de Janeiro fosse nosso'".

Presidente da Alerj

Lembra a nota, publicada aqui ontem, em que o Informe revelou que o Ministério Público Federal quer pena tão pesada para Jorge Picciani (MDB) quanto as que Sérgio Cabral acumula? O MPF entrou em contato para reforçar que há, sim, inquérito aberto contra Picciani. Para ser chamado de réu, porém, é preciso que a Justiça aceite a denúncia.

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