Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) - Agência Brasil
Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj)Agência Brasil
Por PAULO CAPPELLI

Tão logo o Carnaval chegue ao fim, o Ministério Público Federal vai trabalhar na formulação de denúncias contra deputados estaduais no âmbito da Operação Lava Jato. Investigadores estão convictos de que, em breve, mais integrantes da Assembleia Legislativa vão se juntar a Jorge Picciani (MDB), Paulo Melo (MDB) e Edson Albertassi (MDB) na Cadeia Pública de Benfica. É muita papelada, mas o MPF quer rapidez.

Também haverá velocidade no julgamento, pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, de pedidos de habeas corpus. Eles serão analisados a cada quarta, quando a turma de desembargadores responsável pela Java Jato está completa. Esse rito começará no dia 21.

Celeridade

Na lista de habeas corpus a serem julgados, os que foram pedidos por presos preventivos que não têm foro privilegiado. Entre os avaliados, os solicitados pela defesa de Felipe Picciani, filho do presidente da Alerj, Jorge Picciani, e pelos advogados de Jorge Ribeiro, pai do vereador Thiago K. Ribeiro (MDB). Felipe e Jorge Ribeiro estão presos desde 14 de novembro.

Volta ao Rio?

Também será analisado sem demora o pedido de transferência do ex-governador Sérgio Cabral do presídio federal de Pinhais, no Paraná, para a Cadeia Pública de Benfica.

Vale ou não vale?

Outra questão a ser avaliada pelo TRF-2 é um habeas corpus impetrado pelos advogados de Carlos Arthur Nuzman que contesta a validade da investigação. Isso porque a denúncia teve início em um pedido de cooperação internacional feito por investigadores franceses ao Ministério Público Federal brasileiro. Nuzman, que presidiu o Comitê Olímpico Brasileiro, chegou a passar 15 dias na prisão em outubro.

Bloqueados na Lava Jato

A 9ª Câmara Cível julga hoje o pedido de três investigados na Lava Jato para que tenham seus bens desbloqueados. Luiz Barbosa, Francisco Torres e João Batista Junior são acusados de participar de esquema que desviou dinheiro público das obras da Linha 4 do metrô e, agora, querem poder voltar a manipular livremente seus bens. O relator é o desembargador Adolpho Correa de Andrade Mello Junior.

Isenção para Ambev

A Ambev, gigante do mercado de bebidas, acaba de receber R$ 7,460 milhões em isenções fiscais do governo estadual. O valor representa 80% do que a empresa investiu, via parceria com a Secretaria de Cultura, em patrocínio ao Carnaval de rua. Além do benefício fiscal, a Ambev poderá expor sua marca nos blocos financiados. A Secretaria de Cultura diz que a verba de patrocínio servirá para, entre outras coisas, implementação de banheiros químicos, ambulâncias e limpeza.

Ponto de partida

A CPI da Fetranspor já tem data para ser instalada na Alerj: dia 20, na primeira terça após o Carnaval. Como o Informe antecipou, a composição será governista. Mas o presidente da CPI, o oposicionista Eliomar Coelho (Psol), não desanima. Quer que servidores do Ministério Público do Rio e da Polícia Federal auxiliem os trabalhos.

'Favela' ou 'Crivella'?

Em visita ontem à comunidade Parque Oswaldo Cruz, em Manguinhos, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) rebatizou um programa de governo lançado na gestão de Cesar Maia (DEM): "Agora é Crivella-Bairro", brincou.

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