Laíla diz que tem outra gravação que compromete jurado afastado

Segundo diretor da Beija-Flor, novo áudio mostra ameaças à Imperatriz Leopoldinense

Por O Dia

Rio - O diretor de Carnaval da Beija-Flor continua com a língua afiada. E a briga com outras escolas e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) também. Neste sábado, o braço direito de Anísio Abraão Davi, presidente da Azul e Branca de Nilópolis, confirmou a existência de um outro áudio onde a Imperatriz Leopoldinense é citada como uma das escolas que também seria prejudicada pelo jurado Fabiano Rocha. Ele foi afastado do júri e não pôde dar as notas no quesito ‘bateria’.

Laíla desabafa%3A “Eu falo baseado em provas. O julgamento não foi justo”Alexandre Brum / Agência O Dia

Além da Imperatriz, Beija-Flor e Salgueiro também seriam prejudicadas com perda de pontos, segundo Laíla. “Eu falo baseado em provas. O julgamento não foi justo. Não aceito ficar calado. Há um outro áudio onde é citado o nome da Imperatriz, que também seria prejudicada pelo jurado Fabiano”, detonou Laíla.

Na quinta-feira, ele havia dito que haveria um esquema de favorecimento para a Unidos da Tijuca e que era comandando pela ex-jurada Sulamita Trzcina.

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Para Jorge Castanheira, que preside a Liesa, Laíla fez confusão e omitiu o nome da Unidos da Tijuca entre as prejudicadas. “Não há outro áudio. O que existe é uma mensagem de texto falando da Imperatriz. Ele (Laíla) é que faz confusão por conveniência. Todo este assunto será levado ao estatuto da Liga”, rebateu.

Ele enfatizou que assim que soube do áudio no sábado de Carnaval, se reuniu com representantes de escolas de samba que seriam prejudicadas, inclusive com Anísio, e no dia seguinte afastou o jurado, segundo ele para preservar sua imagem e das escolas.

No meio do fogo cruzado, o presidente Chiquinho da Mangueira lamentou a troca de acusações. “Respeito muito Laíla e sua escola, mas vejo com tristeza essa briga. Quem perde com isso é o Carnaval”, comentou o presidente da Verde e Rosa.

Ainda de acordo com Chiquinho, é praticamente ‘impossível’ que haja alguma escola tentando prejudicar uma coirmã. “Isso não ocorre entre nós. No samba não tem isso”, garantiu.

Nossa reportagem tentou contato com representantes da Imperatriz, mas ninguém foi encontrado para comentar sobre o caso.