A briga pelo comércio de drogas, gás e tv a cabo clandestina na comunidade começou em 2015. Na época, Rômulo Lacerda, conhecido como Malucão, gravou um vídeo ameaçando o principal líder de milícias do Rio, Carlos Alexandre Braga, o Carlinhos Três Pontes, de quem era subordinado.
“O Três Pontes controla os pontos de milícia da Zona Oeste e alguns da Baixada Fluminense. Na Carobinha o Malucão rompeu com ele e acabou perdendo força. Isso abriu espaço para o antigo grupo da Liga da Milícia, rival do de Três Pontes, retomar o local, no final do ano passado”, afirmou um investigador, que pediu para não ter seu nome divulgado.
A retomada não foi tranquila. O grupo remanescente da Liga da Justiça, que tem grande participação de policiais e ex-policiais, planejou a morte de Malucão. No dia 12 de outubro do ano passado, o cadete do Exército William dos Santos Filho foi morto por um policial militar pertencente a esta milícia, que teria confundido o carro no qual o aspirante a oficial estava com o de Malucão.
“Temos informações de que os traficantes da Pedreira, liderados por Noel, estão interessados no território. É um importante ponto de controle para o roubo de cargas, perto da Avenida Brasil”, afirmou ao DIA um agente da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), citando o apelido do traficante Josélio Ferreira.
O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios (DH). A Polícia Militar informou que reforçou o patrulhamento e realizou uma operação na Carobinha após a chacina, mas não houve apreensões ou prisões. No ataque de domingo, cerca de 20 homens armados dispararam contra um pagode, em direção a moradores. Treze vítimas continuam internadas em estado grave. Morreram na hora Francisco Douglas de Melo Nascimento, de 23 anos; João Vitor Tiago da Silva, 19, e Eduardo Gonçalves, 36.




