Angra 2 volta a gerar energiaDivulgação/Eletronuclear
Angra dos Reis - A usina nuclear Angra 2, volta a gerar energia e é reconectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN), nesta sexta-feira, 13, após a conclusão da 21ª parada programada para reabastecimento de combustível. A operação foi iniciada no dia 16 de janeiro, marcando mais um ciclo de inspeção, modernização e preparação da unidade para um novo período de operação.
Durante o período em que a usina permaneceu temporariamente desligada, foram realizadas aproximadamente 5 mil atividades de inspeção, testes e revisões em diferentes sistemas da planta. Também foram substituídos 56 elementos combustíveis, o equivalente a cerca de 30% do núcleo do reator. Mais de mil profissionais foram mobilizados, entre trabalhadores da Eletronuclear e especialistas de empresas parceiras, atuando em regime contínuo, com equipes organizadas em turnos ao longo de 24 horas.
Entre as intervenções realizadas, atividades de revisão e modernização em equipamentos essenciais para a geração de energia. Uma das principais ações foi a substituição do disjuntor do gerador principal, equipamento responsável por proteger o gerador e realizar a conexão da energia produzida pela usina ao SIN. O novo modelo utiliza tecnologia mais moderna, acionada por molas e com uso de gás SF6 para extinguir o arco elétrico durante as manobras, dispensando o sistema pneumático utilizado anteriormente. A mudança aumenta a confiabilidade do sistema e simplifica a operação e a manutenção do equipamento.
Também foram realizadas atividades de inspeção e melhorias no gerador principal, incluindo reparos em pontos quentes no estator, o que contribui para a extensão da vida útil do equipamento. Essas intervenções garantem o desempenho adequado do conjunto turbina-gerador para o próximo ciclo de operação.
Outro conjunto de atividades ocorreu na tomada d’água, estrutura responsável pela captação da água do mar utilizada no resfriamento dos sistemas da usina. Durante a parada foram realizadas revisões em tanques de óleo utilizados na lubrificação das bombas de refrigeração, substituição de bombas e motores, troca de dutos flexíveis e instalação de novas válvulas que facilitarão futuras manutenções e aumentarão a eficiência do sistema.
Segundo o superintendente de Angra 2, Fabiano Portugal, o resultado da parada reflete o planejamento detalhado e a atuação integrada das equipes envolvidas.
Entre as intervenções realizadas, atividades de revisão e modernização em equipamentos essenciais para a geração de energia. Uma das principais ações foi a substituição do disjuntor do gerador principal, equipamento responsável por proteger o gerador e realizar a conexão da energia produzida pela usina ao SIN. O novo modelo utiliza tecnologia mais moderna, acionada por molas e com uso de gás SF6 para extinguir o arco elétrico durante as manobras, dispensando o sistema pneumático utilizado anteriormente. A mudança aumenta a confiabilidade do sistema e simplifica a operação e a manutenção do equipamento.
Também foram realizadas atividades de inspeção e melhorias no gerador principal, incluindo reparos em pontos quentes no estator, o que contribui para a extensão da vida útil do equipamento. Essas intervenções garantem o desempenho adequado do conjunto turbina-gerador para o próximo ciclo de operação.
Outro conjunto de atividades ocorreu na tomada d’água, estrutura responsável pela captação da água do mar utilizada no resfriamento dos sistemas da usina. Durante a parada foram realizadas revisões em tanques de óleo utilizados na lubrificação das bombas de refrigeração, substituição de bombas e motores, troca de dutos flexíveis e instalação de novas válvulas que facilitarão futuras manutenções e aumentarão a eficiência do sistema.
Segundo o superintendente de Angra 2, Fabiano Portugal, o resultado da parada reflete o planejamento detalhado e a atuação integrada das equipes envolvidas.
-A parada programada é um momento essencial para realizarmos uma grande revisão na usina, com atividades que garantem a confiabilidade dos equipamentos e preparam a unidade para um novo ciclo de geração. Além disso, essas intervenções são fundamentais para a extensão da vida útil da usina, como é o caso das melhorias no gerador principal. Estamos trabalhando para que Angra 2 possa operar por mais 20 anos após os 40 anos iniciais, incorporando experiências da extensão de vida de Angra 1. Essa parada é um passo importante nesse processo e demonstra o compromisso da Eletronuclear com a sustentabilidade e a segurança da energia nuclear” - afirmou.
Eficiência também no controle financeiro
Para o presidente interino da Eletronuclear, Alexandre Caporal, um dos aspectos mais relevantes foi o trabalho de otimização financeira, que envolveu equipes de diversas áreas da empresa.
Eficiência também no controle financeiro
Para o presidente interino da Eletronuclear, Alexandre Caporal, um dos aspectos mais relevantes foi o trabalho de otimização financeira, que envolveu equipes de diversas áreas da empresa.
-Temos a perspectiva de alcançar uma unitização de aproximadamente 45% dos custos envolvidos. Esse processo incorpora os investimentos realizados em ativos no pleito do reajuste tarifário, fato que, com certeza, reforçará o equilíbrio financeiro da empresa- disse.
As paradas para reabastecimento ocorrem, em média, a cada 13 meses e fazem parte do planejamento regular da Eletronuclear. Planejadas com pelo menos um ano de antecedência e coordenadas com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), elas permitem a realização de intervenções que não podem ser executadas durante a operação normal da usina.
Com a reconexão ao SIN, Angra 2 inicia um novo ciclo de geração de energia. A usina vem mantendo elevados índices de desempenho operacional e registrou, em 2025, um record superior a 11,8 milhões de MWh, com fator de capacidade de 100%. O resultado evidencia a confiabilidade dos sistemas da unidade e reforça o papel da energia nuclear como fonte segura e estável para o abastecimento elétrico do país.
As paradas para reabastecimento ocorrem, em média, a cada 13 meses e fazem parte do planejamento regular da Eletronuclear. Planejadas com pelo menos um ano de antecedência e coordenadas com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), elas permitem a realização de intervenções que não podem ser executadas durante a operação normal da usina.
Com a reconexão ao SIN, Angra 2 inicia um novo ciclo de geração de energia. A usina vem mantendo elevados índices de desempenho operacional e registrou, em 2025, um record superior a 11,8 milhões de MWh, com fator de capacidade de 100%. O resultado evidencia a confiabilidade dos sistemas da unidade e reforça o papel da energia nuclear como fonte segura e estável para o abastecimento elétrico do país.

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