Deputada Célia Jordão (E), procurador Erick Halpern, (C), diretor administrativo-financeiro Marcelo Oliveira e o superintendente Enaldo Góes (fundo)Divulgação
Costa Verde - Em uma reunião no Ministério Público de Tutela Coletiva, realizada na tarde dessa terça-feira (23), a deputada estadual Célia Jordão reforçou a cobrança por solução imediata e alternativas que garantam a manutenção dos serviços de saúde prestados pela Fundação Eletronuclear de Assistência Médica (FEAM) e a retomada plena dos atendimentos afetados pela crise financeira da instituição. A unidade que é referência no sul do Estado, atende, principalmente, as cidades da costa verde.
O encontro foi solicitado pelo município de Angra dos Reis e contou com a presença do procurador Erick Halpern, além de representantes da FEAM, entre eles o diretor administrativo-financeiro Marcelo Oliveira e o superintendente Enaldo Góes.
Desde que veio a público a interrupção dos atendimentos de urgência e emergência no Hospital de Praia Brava, a parlamentar tem cobrado providências dos órgãos responsáveis e defendido uma solução rápida para evitar prejuízos à assistência médica da população da Costa Verde. Mesmo após a retomada dos serviços, conquistada após manifestações e mobilização da sociedade, a parlamentar segue acompanhando o caso e cobrando medidas definitivas para superar a crise financeira da fundação.
-A população não pode ser penalizada por impasses administrativos ou financeiros. Estamos acompanhando de perto essa situação e vamos continuar cobrando a responsabilidade que o Governo Federal e a Eletronuclear têm com a nossa região. A Eletronuclear não pode simplesmente interromper os repasses de recursos, especialmente pelo histórico de contrapartidas relacionadas à implantação das usinas nucleares em Angra dos Reis. Nosso compromisso é garantir que a população tenha acesso à saúde com dignidade - afirmou a deputada.
Durante a reunião, o procurador de Angra dos Reis, Erick Halpern, destacou o empenho da administração municipal na busca por uma solução para a crise, apesar de a responsabilidade direta pela manutenção da FEAM não ser do município.
-Mesmo não sendo uma responsabilidade direta do município, entendemos a importância estratégica dos serviços prestados pela FEAM para a saúde pública da região. Infelizmente, a instituição enfrenta dificuldades decorrentes dos repasses de recursos da União e da Eletronuclear. Estamos aqui, junto ao Ministério Público e às demais partes envolvidas, buscando uma solução viável que evite maiores transtornos para a população- declarou.
A expectativa é que as discussões avancem nos próximos dias, garantindo a estabilidade financeira da FEAM e a continuidade dos serviços de saúde prestados à população de Angra dos Reis e Paraty, que dependem da estrutura da fundação para atendimentos essenciais.

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