Ao todo, sete integrantes foram identificados com funções definidas dentro da estrutura criminosa.Reprodução/

Araruama - A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), a Operação “Cartão Fantasma”, com foco no combate a uma associação criminosa especializada em fraudes bancárias eletrônicas. A ação foi realizada no município de Araruama, com atuação integrada entre a 118ª DP (Araruama) e a 125ª DP de São Pedro da Aldeia.

Coordenada pelos delegados Evaristo Pontes Magalhães e Milton Siqueira Junior, a operação teve como objetivo o cumprimento de 7 mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão contra investigados apontados como integrantes de um grupo estruturado, com divisão de tarefas, voltado à prática de crimes financeiros.

Segundo as investigações, a organização criminosa atuava por meio do acesso indevido a contas bancárias de terceiros, realizando a emissão fraudulenta de cartões virtuais. Em seguida, os suspeitos utilizavam esses cartões em máquinas de pagamento — inclusive equipamentos vinculados aos próprios integrantes – para simular transações comerciais legítimas, ocultando a origem ilícita dos valores e obtendo vantagem indevida.

O esquema foi praticado entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026 e causou um prejuízo superior a R$ 200 mil a uma instituição financeira, o Banco BMG. Ao todo, sete integrantes foram identificados com funções definidas dentro da estrutura criminosa.

Durante a operação, seis pessoas foram presas: Camilo de Souza Siqueira (38 anos), Fábio Franca Arruda (52 anos), Thaís Oliveira de Azevedo (26 anos), Ana Gabriela de Moura Alexandre (28 anos), Deborah Cardoso Borzino Brito (26 anos) e Aparecida Pereira de Morais (56 anos).

Além das prisões, os agentes apreenderam aparelhos celulares, máquinas de cartão e outros materiais relacionados à atividade criminosa, que serão submetidos à perícia.

As apurações também revelaram que integrantes do grupo ostentavam um padrão de vida incompatível com a renda declarada, exibindo nas redes sociais imagens em eventos e viagens, o que reforça os indícios de obtenção de recursos ilícitos.

As condutas investigadas podem configurar os crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica (art. 171, §2º-A, do Código Penal) e associação criminosa (art. 288), sem prejuízo de outras imputações no decorrer das investigações.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com o objetivo de identificar todos os envolvidos e aprofundar a apuração sobre o funcionamento do esquema criminoso.