Rebeca Bertassoni Jones Costa foi detida em flagrante na quarta-feira (23)Reprodução

A Justiça determinou a prisão preventiva de uma mulher acusada de perseguir, agredir e violentar sexualmente outra mulher no município de Arraial do Cabo. A medida atende a um pedido feito pelo Núcleo de Atuação perante a Central de Audiência de Custódia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (NACAC/MPRJ) e foi formalizada na última sexta-feira (25). O caso acendeu o alerta sobre a gravidade das acusações de perseguição e violência na Região dos Lagos, mobilizando os órgãos públicos e o Judiciário para assegurar a integridade física e psicológica da vítima.
Invasão de residência e tentativa de agressão
Conforme as informações registradas no processo judicial, Rebeca Bertassoni Jones Costa teria invadido a residência da vítima sem qualquer tipo de autorização. No local, segundo o relato apresentado à Justiça, a acusada teria utilizado uma faca para tentar constranger e obrigar a mulher à prática de um ato sexual contra a sua vontade. Em meio à abordagem violenta, a vítima conseguiu se desvencilhar momentaneamente do ataque e correu em direção ao banheiro do imóvel, onde as duas acabaram entrando em confronto e luta corporal.
Intervenção de vizinho e comportamento obsessivo
Durante a luta corporal no interior da residência, os gritos e pedidos de socorro emitidos pela vítima foram ouvidos por um vizinho da localidade. Segundo a documentação da ocorrência, este morador interveio no momento do ataque, auxiliando a interromper as agressões praticadas dentro da casa. A decisão judicial ressalta que esse episódio não representou um ato isolado, visto que Rebeca Bertassoni Jones Costa já vinha demonstrando um comportamento insistente, obsessivo e invasivo em relação à vítima, o que incluía o envio constante de mensagens, chamadas telefônicas e declarações amorosas que não eram correspondidas.
Risco de reincidência e parecer do Ministério Público
Ao formular a manifestação favorável à decretação da prisão preventiva, os promotores do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apontaram o risco concreto de ocorrência de novos episódios de violência e intimidação caso a acusada continuasse em liberdade. A manutenção do custodiamento cautelar foi considerada crucial para resguardar a ordem pública e proteger a vida e a segurança da vítima frente ao histórico de perseguição apresentado. As acusações formalizadas e detalhadas nos autos do processo criminal continuarão sendo analisadas e instruídas ao longo do decorrer do trâmite judicial.
A reportagem tentou contato direto com a defesa de Rebeca Bertassoni Jones Costa, assim como com representantes legais responsáveis pela sua tutela jurídica, para solicitar um posicionamento sobre a prisão preventiva e os fatos narrados no processo, mas não obteve retorno ou localização dos advogados até o momento da publicação desta matéria. O espaço segue aberto e à disposição para que a defesa manifeste sua versão sobre as acusações.