O professor foi levado à 132ª Delegacia de Polícia (132ª DP) junto com as demais pessoas envolvidas para apresentação dos fatos à autoridade policial.Foto: Reprodução
Professor é afastado após denúncia de assédio em Arraial do Cabo
Docente de 56 anos foi denunciado por estudantes de 15 a 17 anos; Seeduc abriu sindicância e informou que servidor foi afastado
Um professor de 56 anos foi afastado de uma escola estadual em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, após ser denunciado por suspeita de assédio sexual contra estudantes com idades entre 15 e 17 anos. O caso foi registrado pela Polícia Militar nesta segunda-feira (28), depois que responsáveis pelas alunas procuraram a unidade de ensino e relataram as suspeitas. A ocorrência foi encaminhada para a 132ª Delegacia de Polícia, onde os fatos passaram a ser apresentados à autoridade policial.
Segundo o registro da PM, mães de estudantes afirmaram que as filhas teriam sido assediadas pelo professor. Os responsáveis também relataram aos policiais a existência de vídeos que teriam sido gravados dentro da sala de aula. O documento policial menciona as gravações, mas não detalha o conteúdo dos vídeos nem descreve quais condutas teriam sido atribuídas ao docente.
Durante o atendimento da ocorrência, policiais ouviram as estudantes, os responsáveis e a direção da escola. As informações foram reunidas para subsidiar a apuração do caso. O registro não apresenta, até o momento, uma conclusão sobre as acusações feitas contra o professor.
Secretaria abriu sindicância e afastou servidor
A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) informou que abriu uma sindicância para apurar os fatos e que o professor, que é servidor concursado, foi afastado imediatamente das atividades na unidade.
Em nota, a pasta afirmou que trata denúncias dessa natureza com seriedade e que a prioridade é garantir a segurança, a integridade e o bem-estar dos estudantes. A secretaria também informou que a família de uma das alunas está sendo acompanhada por uma equipe da escola.
Ainda segundo a Seeduc, a unidade acionou a Patrulha da Criança e do Adolescente, programa especializado da Polícia Militar, para acompanhar a situação e prestar suporte relacionado ao caso.
O afastamento informado pela secretaria ocorre enquanto os fatos são apurados administrativamente e pela autoridade policial. A denúncia, por si só, não representa uma condenação, e a investigação deverá esclarecer as circunstâncias relatadas pelas estudantes e seus responsáveis.
Registro cita outras ocorrências
O boletim de ocorrência também aponta que o professor possui 11 anotações criminais. De acordo com o documento, os registros envolvem ocorrências como estelionato, falsificação de documento particular, ameaça, injúria, desobediência, vias de fato, perturbação da tranquilidade e lesão corporal, além de registros relacionados à violência doméstica.
O próprio documento, porém, não informa os desfechos dessas ocorrências. As anotações mencionadas no registro policial não equivalem, por si só, a condenações criminais e não permitem concluir sobre a responsabilidade do professor em relação aos fatos registrados anteriormente.
Após a denúncia, o professor foi levado à 132ª DP junto com as demais pessoas envolvidas na ocorrência para apresentação dos fatos à autoridade policial. Conforme a Polícia Militar, ele foi autuado e responderá ao processo em liberdade.
A investigação deverá apurar as denúncias apresentadas pelos responsáveis e pelas estudantes, além de verificar as demais informações mencionadas no registro policial. Eventuais vídeos citados pelas famílias também poderão ser analisados pelas autoridades responsáveis pela apuração.
Outro lado
A Secretaria de Estado de Educação confirmou a abertura da sindicância e o afastamento imediato do professor, além do acompanhamento de uma das famílias e do acionamento da Patrulha da Criança e do Adolescente.
A reportagem tentou contato com o professor para ouvir a versão dele sobre as acusações, mas não conseguiu localizá-lo. O espaço segue aberto para manifestação.

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