A apresentação será realizada no dia 24 de maio, no teatro do SESCFoto: Divulgação
A montagem faz parte de uma circulação por unidades do Sesc no estado do Rio de Janeiro e propõe uma reflexão sobre diversidade cultural, pertencimento e aproximação entre corpos e diferentes formas de expressão. O nome do espetáculo vem da palavra iorubá “Gbìn”, que significa “plantar” ou “semear”, conceito que inspira toda a obra.
A proposta da peça é justamente semear novos olhares sobre a dança e ampliar o contato do público com movimentos, ritmos e estéticas inspiradas em matrizes afro-indígenas, ainda pouco presentes nos grandes circuitos culturais e midiáticos.
Segundo a diretora e coreógrafa Andrea Elias, o espetáculo nasce da ideia de aproximar pessoas por meio da arte e valorizar a diversidade cultural brasileira.
“A dança pode nos aproximar muito mais do que poderíamos imaginar, promovendo a redução das desigualdades a partir do encontro, em dança, dos olhares de crianças com corpos fenotipicamente e culturalmente afro-indígenas”, destacou.
Contemplado pelo edital Sesc Pulsar O Corpo Negro, o projeto possui temática fortemente afro-indígena e uma equipe técnica majoritariamente composta por profissionais negros, construindo uma poética inspirada no conceito de “oralitura”, desenvolvido pela pesquisadora Leda Martins.
Voltado ao público infantojuvenil, “Gbin” dialoga com a linguagem lúdica da infância ao mesmo tempo em que explora elementos centrais da dança contemporânea. A montagem busca estimular o olhar sensível das crianças, promovendo reconhecimento, representatividade e valorização de diferentes identidades culturais.
A Cia Xirê, fundada em 2003 por Andrea Elias, possui trajetória consolidada na pesquisa da dança contemporânea e na democratização do acesso à arte. Ao longo de mais de duas décadas, a companhia desenvolveu espetáculos e projetos pedagógicos voltados à formação de público, com apresentações realizadas no Brasil e em países como Argentina, Alemanha, Índia, Itália, Equador e Espanha.
Além da apresentação em Barra Mansa, o espetáculo também passará pelas unidades do Sesc em Nova Friburgo e Nova Iguaçu.
• R$ 15 (inteira)
• R$ 7,50 (meia-entrada e casos previstos)
• R$ 13,50 (convênio)
• R$ 10,50 (credencial plena)
• Gratuito para público PCG.

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