O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi ao Hospital de Base, em Brasília, neste domingo (25), para visitar os manifestantes que foram atingidos por um raio durante ato em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No local, o parlamentar negou que o protesto tenha tido "falta de organização".
O Corpo de Bombeiros informou que atendeu 89 pessoas no local. Dessas, 47 foram levadas para hospitais próximos, sendo que 11 necessitavam de cuidados médicos específicos. Cerca de 20 feridos haviam recebido alta do Hospital de Base de Brasília ao fim do dia, informou o órgão autônomo IGES. Oito vítimas apresentavam condições instáveis.
"Aconteceu um incidente natural. Não foi por irresponsabilidade nossa, não foi por falta de organização, não foi por tumulto. Foi literalmente algo que foge do nosso controle e não poderia deixar de vir aqui prestar nossa solidariedade, dizer que tem muita gente orando por eles, para que eles se recuperem logo e possam estar de volta para ajudar o nosso país", disse o parlamentar após comparecer ao Hospital de Base.
Entre os feridos pelo raio, alguns apresentaram queimaduras na mão e na região do tórax, mas o estado de saúde individual ainda não foi detalhado.
Segundo os bombeiros, além dos casos relacionados ao raio, houve registros de torções e episódios de hipertermia, atribuídos às condições climáticas.
A Corporação informou ainda que atuou de forma imediata, empregando 25 viaturas, sendo 10 Unidades de Resgate, para o pronto atendimento às pessoas atingidas.
Milhares de manifestantes se reuniram sob forte chuva em torno de uma praça em apoio a Bolsonaro, que foi condenado a mais de 27 anos de prisão e está detido na Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
O ex-presidente (2019-2022) foi declarado culpado por conspiração para manter-se no poder de forma autoritária após sua derrota para Lula em 2022.
Seus aliados no Congresso aguardam o retorno dos trabalhos legislativos em fevereiro para aprovar uma lei que poderia reduzir significativamente sua pena, apesar do provável veto do presidente Lula.
Com camisas da seleção brasileira e enormes guarda-chuvas ou capas impermeáveis, milhares de seguidores de Bolsonaro desafiaram a tempestade perto da Praça do Cruzeiro, onde se concentraram após uma marcha promovida pelo deputado Nikolas Ferreira.
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