Flávio, que se declara evangélico, ironizou a aproximação de Lula com as religiões cristãsReprodução / YouTube

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) negou nesta sexta-feira (25), ter apoiado proposta para retirar Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira do Brasil. "É mentira que apoiei projeto para retirar Aparecida como padroeira do Brasil", declarou a jornalistas, após participar da cerimônia do curso de formação de praças da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Ele também negou que, se eleito, pretenda defender a mudança e acusou o adversário, o presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de tentar interferir na Igreja Católica.

"Respeito todas as religiões. Jamais vou falar para a Igreja Católica a forma que os padres têm ou não que induzir a sua Igreja Católica. Isso não é papel do Estado se meter na igreja, como o Lula faz", falou Flávio Bolsonaro.

As declarações vêm após comentários nas redes sociais afirmarem que o senador teria apoiado uma suposta pretensão de acabar com a condição de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.

Flávio, que se declara evangélico, ainda ironizou a aproximação de Lula com as religiões cristãs durante o período eleitoral. "Lula virou cristão agora. A cada quatro anos, ele vira cristão e vai à igreja", afirmou.

"Lula virou um produto vencido, uma mercadoria vencida"

Flávio voltou a direcionar críticas ao governo federal. Ao dizer que o governo Lula teria "endividado o povo brasileiro" e contribuído para um cenário de insegurança, ele defendeu que o Brasil e o Estado do Rio de Janeiro querem mudanças.
"Lula virou um produto vencido, uma mercadoria vencida; é um material fatigado, que ninguém aguenta mais. Todo mundo já sabe que ele não vai entregar o que promete. É um governo que endividou o povo brasileiro, está todo mundo com medo de andar na rua, e essas são, para mim, as principais razões de a gente já estar liderando as pesquisas", sustentou. "Vamos conduzir este País. Daqui a nove dias, vocês verão Flávio Bolsonaro, presidente da República, no primeiro turno", complementou.

Para Flávio, o retrato apontado por pesquisas internas da campanha indicando sua liderança na intenção de voto, se comprova nas ruas. "Manda o Lula andar aqui no meio da tropa, aqui no meio do povo, no meio da rua, como eu estou fazendo, arrastando multidões."

No Sudeste, o candidato do PL concentra 37% das intenções de voto no primeiro turno ante 35% da candidatura do PT, segundo pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (23%).

Flávio falou com jornalistas depois de participar da cerimônia do curso de formação de praças da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. O candidato ao Planalto foi acompanhado por Douglas Ruas, candidato ao governo do Rio de Janeiro, e por Carlos Portinho e Carlos Jordy, candidatos ao Senado, ambos pelo PL. A presença dos candidatos foi monitorada por um fiscal do TRE-RJ.

MP das bets é atitude "hipócrita, eleitoreira e populista"

Flávio criticoua intenção do governo Lula de editar uma medida provisória (MP) para proibir ou limitar as bets no País. Segundo Flávio, a medida é "hipócrita, eleitoreira e populista".

"É, mais uma vez, uma atitude populista, hipócrita, eleitoreira e ninguém garante que depois da eleição, ele não liberará tudo de novo, porque ele está jogando tudo nas eleições", declarou a jornalistas, após participar da cerimônia do curso de formação de praças da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Para Flávio, a MP das bets reflete o temor de Lula de perder a eleição. "Ele está desesperado. Não fez em quatro anos. Na véspera da eleição, ele quer tentar fingir que não foi ele quem aprovou e regulamentou o cassino online na mão dos brasileiros. O Lula é o pai do Tigrinho", falou.

Flávio voltou a afirmar que, se for eleito, pretende proibir os cassinos online, incluindo o chamado "jogo do tigrinho". Ele repetiu, porém, a sinalização de que manteria o funcionamento das apostas esportivas de quota fixa, as bets.

"Tem que fazer essa distinção muito clara. Uma coisa é você permitir, como já permitiu no Brasil há décadas, que brasileiros, por livre e espontânea vontade, possam apostar nos jogos que são reais, no jogo de futebol. E mesmo assim, tem que ter questionamentos. Sou contra, mas é o que sempre tem vigor", disse.

O evento também contou com Douglas Ruas (PL), candidato ao governo do Rio de Janeiro, e Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL), candidatos ao Senado pelo Rio. A presença dos candidatos foi monitorada por um fiscal do Tribunal Regional Eleitoral. Flávio recebeu palmas ao ser anunciado no discurso do comandante da PM.