Acusação aponta que o emprego de força letal de Yasmin Ferreira foi injustificadoTV Globo / Reprodução
A Policia Militar (PM) responderá por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa de Thawanna. A denúncia é de autoria dos promotores de Justiça Rodolfo Justino de Morais e Lucas de Mello Schaefer.
Os promotores também pediram a fixação de valor mínimo de R$ 1 milhão para reparação dos danos causados aos familiares da vítima.
Segundo a denúncia, o crime aconteceu no bairro Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo, enquanto a vítima e seu companheiro andavam pela rua. A confusão teve início no momento em que uma viatura da PM passou perto do casal e colidiu com o braço do homem.
De acordo com o Ministério Público, com a escalada do desentendimento, a policial disparou um tiro de calibre .40 que atingiu a mulher na região abdominal.
Segundo relato do companheiro da vítima, ele perdeu o equilíbrio e acabou atingindo o retrovisor da viatura policial com o braço. Os agentes pararam para averiguar o ocorrido, dando início a uma confusão. Os policiais declararam que precisaram empregar força física para conter o casal.
A acusação aponta que o emprego de força letal foi injustificado. Além disso, Thawanna permaneceu desamparada por mais de meia hora no local do crime, agonizando devido ao ferimento antes de ser socorrida.
A vítima foi atendida pelo Samu e levada ao Hospital Tiradentes, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Relembre o caso
Após a discussão escalar, a soldado Yasmin desferiu um tiro em Thawanna, que não resistiu aos ferimentos. A dupla de agentes, que alega que a vítima chegou a dar um tapa no rosto da policial militar, foi afastada das operações na época.
Imagens registradas pela câmera corporal de um dos policiais militares apontaram contradições na versão inicial apresentada pelos agentes, que alegaram legítima defesa. Desde o ocorrido, os policiais envolvidos permanecem afastados das funções.
Thawanna caminhava pela mesma via, acompanhada do marido, Luciano Gonçalves dos Santos, que andava na rua por conta da largura estreita da calçada.