ManifestaçãoFoto: reprodução

Mais de 300 mulheres participaram nesta quinta-feira (4) da marcha do movimento Ni Una Menos em Armação dos Búzios. O ato reuniu moradoras do município e turistas de diferentes nacionalidades, entre elas brasileiras, argentinas, uruguaias, chilenas e representantes de outros países da América Latina.
A manifestação teve como pauta o combate à violência de gênero e a cobrança por justiça para vítimas de feminicídio. Durante a caminhada, as participantes carregaram cartazes e mensagens sobre conscientização e prevenção da violência contra as mulheres.
Criado há 11 anos na Argentina, o movimento Ni Una Menos atua na mobilização contra a violência de gênero. Durante o ato, foram apresentados dados sobre feminicídios na América Latina. Segundo as informações divulgadas durante a marcha, quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil, enquanto na Argentina uma mulher é morta a cada 31 horas.
A mobilização contou com a participação da mãe de Suhene Carvalhaes Muñoz. Suhene morreu após permanecer 241 dias internada em estado grave em decorrência das agressões sofridas do então namorado. O caso ganhou repercussão na Argentina e passou a ser utilizado por movimentos feministas na defesa do reconhecimento de casos de violência contra a mulher como feminicídio.
Durante a manifestação, também foram lembrados casos registrados em Búzios. Entre eles, o assassinato da cidadã argentina Leonor América Castro de Abalsamo, ocorrido em março de 2022. Leonor morava na cidade havia quase 30 anos e foi encontrada morta em um hostel localizado no Centro do município. O caso segue em investigação.
Ao final da marcha, as participantes destacaram a importância da continuidade das ações de combate à violência de gênero e da cooperação entre mulheres de diferentes países na defesa dos direitos femininos. O ato percorreu ruas da cidade e reuniu moradores, turistas e representantes de movimentos sociais.