Plantas aquáticasReprodução

Cabo Frio - Toneladas de plantas aquáticas invadiram a faixa de areia da Praia do Peró, em Cabo Frio, entre esta quinta-feira (25) e sexta-feira (26). A grande quantidade de vegetação chamou a atenção de moradores e frequentadores da praia, que relataram o acúmulo ao longo da orla.

O episódio remete a uma situação semelhante registrada em 2019, quando um grande volume de plantas aquáticas chegou ao litoral da Região dos Lagos após a abertura de barras — formações de areia que separam lagoas do mar — nas lagoas do Paulista e de Carapebus, no Norte Fluminense. Na ocasião, a ruptura permitiu que a água das lagoas escoasse para o oceano, carregando a vegetação.

Naquele ano, as circunstâncias da abertura das barras foram alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF), uma vez que as lagoas estão inseridas no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, uma área de conservação ambiental federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O procedimento investigativo foi instaurado após uma comunicação formal feita ao MPF pelo chefe do parque nacional, Marcelo Braga Pessanha. No documento, ele relatou que, no dia 13 de dezembro, populares teriam tentado abrir de forma clandestina a barra da Lagoa de Carapebus. À época, a ação teria sido motivada por alagamentos causados por fortes chuvas na região.

Até o momento, não há informações oficiais que indiquem que a nova aparição das plantas aquáticas na Praia do Peró tenha relação direta com o ocorrido em 2019. As causas do fenômeno registrado nesta semana ainda não foram esclarecidas.