Helicóptero Airbus H160-BReprodução
Segundo informações apuradas, o helicóptero Airbus H160-B, prefixo PR-OFB, decolou do Aeródromo de Cabo Frio (SBCB) com destino à Unidade Marítima Deep Blue (9DBL), em um voo de transporte de pessoal. Durante o cruzeiro, a tripulação percebeu vibrações anormais de grande intensidade, que chegaram a dificultar a leitura dos instrumentos de bordo.
Após a recuperação do helicóptero, foram identificados danos na linha de transmissão do rotor de cauda e no rotor principal, incluindo a ruptura da haste de passo de uma das pás. A leitura dos gravadores de voz da cabine e de dados de voo permitiu aprofundar a análise técnica. As observações preliminares indicam fadiga precoce do material, cujas causas ainda estão sendo investigadas por meio de análises laboratoriais.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) conduz a investigação oficial, com apoio do Bureau d’Enquêtes et d’Analyses (BEA), da França, conforme o Anexo 13 da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).
De acordo com a fabricante, a decisão é preventiva e, até o momento, não há evidências de falhas relacionadas à manutenção da aeronave envolvida no acidente em Cabo Frio. Ainda assim, a Airbus reforçou a necessidade de atenção redobrada aos sistemas do rotor principal e do rotor de cauda.
Em comunicado, a empresa destacou que este foi o primeiro acidente registrado no Brasil envolvendo o modelo H160, helicóptero bimotor de porte médio que entrou em serviço em 2022. A aeronave envolvida, de número de série 050, havia sido entregue nova à operadora Omni em novembro de 2024.
“As investigações seguem em andamento e a causa definitiva da ruptura ainda não foi determinada. A segurança é nossa prioridade absoluta, e estamos trabalhando em estreita colaboração com os operadores para garantir a substituição dos componentes enquanto a análise técnica prossegue”, informou a Airbus Helicopters.
As conclusões finais do caso dependem do avanço das análises laboratoriais e do relatório definitivo do Cenipa.






Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.