Momento em que manifestantes fecharam a Av, America CentralFoto: Reprodução
Protesto contra alagamentos bloqueia a Avenida América Central em Cabo Frio
Moradores queimaram pneus em trecho do Guarani e São Cristóvão após fortes chuvas que invadiram residências
Moradores de Cabo Frio realizaram um protesto e interditaram a Avenida América Central, uma das principais vias de acesso e escoamento do município, na manhã deste sábado (17). O bloqueio ocorreu na altura dos bairros Guarani e São Cristóvão, onde manifestantes atearam fogo em pneus e objetos para chamar a atenção das autoridades sobre os severos alagamentos que atingem a região. A mobilização se intensificou após os fortes temporais registrados nos últimos dias, que deixaram diversas ruas completamente inundadas e provocaram o alagamento de casas no bairro.
A interrupção do tráfego na avenida gerou retenções e mobilizou equipes de segurança e ordenamento urbano. Agentes da Defesa Civil Municipal e da Ronda Ostensiva Municipal (Romu), da Guarda Civil, foram deslocados para o trecho crítico a fim de acompanhar a movimentação popular, garantir a segurança dos motoristas e gerenciar os impactos no trânsito das vias alternativas.
O protesto reflete a indignação das famílias afetadas pelo acúmulo frequente de água de chuva, problema crônico que atinge a localidade em períodos de precipitação intensa. A população cobra medidas definitivas de drenagem urbana e esgotamento para evitar novos prejuízos materiais nas residências da área afetada.
Prefeito atribui problema a falha no acionamento de bombas
Em meio à manifestação, o prefeito de Cabo Frio, Dr. Serginho, utilizou as redes sociais para divulgar um vídeo sobre os alagamentos registrados na Rua Bispo Almir dos Santos e em vias adjacentes. No pronunciamento, o chefe do Executivo municipal afirmou que o represamento da água está diretamente associado ao não funcionamento do sistema de bombardeamento administrado pela concessionária responsável pelo saneamento na Região dos Lagos, a Prolagos.
De acordo com o prefeito, as bombas de drenagem da concessionária não teriam sido acionadas de forma adequada, transformando a região em um ponto de retenção de grandes volumes de água. Ele ressaltou que a administração municipal está mobilizando maquinários, caminhões e equipes operacionais para atuar no esgotamento emergencial do local e minimizar os danos causados aos residentes.
Dr. Serginho declarou ainda que cobrará providências diretamente da concessionária de água e esgoto e prometeu buscar soluções definitivas para a infraestrutura de drenagem daquela comunidade, criticando o que apontou como omissão por parte da empresa prestadora do serviço.
Até o momento do fechamento desta matéria, a via permanecia interditada e não havia previsão oficial para a liberação total do tráfego ou para a normalização do nível da água nas ruas alagadas.
A reportagem entrou em contato com a concessionária Prolagos para solicitar posicionamento acerca das declarações do prefeito e sobre a operação das bombas de drenagem na localidade, mas não obteve retorno até a publicação; o espaço permanece aberto para manifestação.

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