Durante reunião com representantes das empresas de ônibus, Álvaro Oliveira avaliou a situação Foto JM Campinho/Divulgação

Campos – O Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) busca alternativa para renovação da frota de veículos do transporte público em Campos dos Goytacazes (RJ), cujo projeto do município selecionado no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para receber a verba de R$ 540 milhões acaba de ser inviabilizado pelo governo federal.
O presidente do IMTT, Álvaro Oliveira, considera impraticável e irresponsável a mudança nos critérios - de quatro anos de carência para um; pagamento em 10 anos caindo à metade; e elevação dos juros de 6,6% ao ano a 11%. A decisão da União acontece depois de o prefeito Wladimir Garotinho já ter articulado o contrato com os dados aprovados no PAC, junto à Caixa Econômica Federal.
Nesta segunda-feira (20), Oliveira se reuniu com representantes das concessionárias de ônibus para tratar do assunto. As empresas também entendem ser inviável o andamento do projeto, nas atuais condições. “O objetivo da reunião foi colher sugestões de melhorias para o transporte público, diante da inviabilização da renovação da frota”, resume o presidente.
Na avaliação de Oliveira, é necessário ver o bem das concessionárias e dos permissionários; mas, também, entender que a população tem que ser a maior beneficiada: “Porém, uma pauta que foi unanimidade é que as atuais condições impostas pelo governo federal inviabilizam a renovação da frota”, enfatiza.
O governo municipal busca soluções viáveis para assinar o contrato, cujo prazo se encerra em fevereiro deste ano. Uma nova reunião está programada para a próxima quinta-feira (23), do presidente do IMTT com os permissionários de vans para discutir sobre o tema: “Buscamos entender quais são as falhas cometidas ao longo dos anos, tentar saná-las e trazer um transporte de qualidade para a população”, antecipa.