Álvaro (o segundo) e Wladimir (o quarto) se reuniram com representantes do Banco do Brasil, no Rio Foto IMTT/Divulgação

Campos – A empolgação do prefeito de Campos dos Goytacazes (RJ), Wladimir Garotinho, com a possibilidade de renovar a frota do transporte público no município foi embaraçada, com a mudança nos critérios, pelo governo federal, para liberação dos recursos, através da Caixa Econômica Federal. Porém, uma nova alternativa está sendo articulada, junto ao Banco do Brasil (BB).
O projeto do governo municipal prevê a aquisição de 354 veículos, sendo 106 ônibus elétricos e 248 ônibus Euro 6 que são menos poluentes ao meio ambiente. Foi selecionado através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para liberação de R$ 540 milhões, em quatro anos de carência e 10 para pagar, com juros de 6,6% ao ano.
No entanto, com o contrato em andamento entre prefeitura e Caixa, o governo federal alterou as regras, reduzindo o tempo de carência para um ano, o de pagamento para cinco e elevando os juros a 11% ao ano. Com isso, Wladimir considerou inviável a concretização.
No início deste mês, o prefeito esteve com o presidente da Caixa Econômica, Carlos Vieira, em Brasília, buscando uma solução. Além de reapresentar o projeto, Wladimir justificou que a atual condição proposta impossibilita o município de pegar o financiamento para a troca de toda a frota do transporte público da cidade.
NOVA INVESTIDA - Não houve avanço e Wladimir busca um “plano b”, agora por meio do Banco do Brasil. Nesta quarta-feira (19), ele e o presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT), Álvaro Oliveira, se reuniram com representantes do setor de governo do BB, no Rio de Janeiro, avaliando alternativas. Mas não foram revelados os detalhes.
"Honraremos o nosso compromisso com a população de Campos de termos ônibus mais modernos e eficientes, melhorando a qualidade de vida e de mobilidade de todos", assegura o prefeito ratificando que as mudanças para o financiamento inviabiliza a prefeitura de assinar o contrato, cujo prazo se encerra em fevereiro deste ano.
“Inicialmente, quando o executivo enviou o projeto de renovação da frota e foi contemplado, as condições do governo federal eram de quatro anos de carência e 10 anos para pagar, com juros de 6,6% ao ano”, lembra Wladimir acentuando: “Mas, depois, a União impôs condições que reduziram o tempo de carência para um ano e o de pagamento para cinco anos, com aumento de juros para 11% ao ano”.