Preocupado, Maurício Cabral diz que acompanha uma sensação de abandono e insegurança que afeta a todos Foto Divulgação
Acic defende ações efetivas no combate a assaltos e roubos no centro comercial
Associação observa que período de verão deixa a cidade mais vulnerável; Guarda e 8º BPM apontam estratégia integrada
Campos - Recentes registros de roubos e assaltos no centro da cidade preocupam a Associação Comercial e Industrial de Campos dos Goytacazes (Acic); apesar de o comando do 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM) estar desenvolvendo policiamento ostensivo em pontos estratégicos., em ações integradas com a Guarda Municipal , extensivas à Avenida Pelinca.
Maurício Cabral, presidente da Acic, afirma que acompanha com muita preocupação a “sensação de abandono e insegurança” no centro da cidade: “O centro é um dos principais polos comerciais e históricos do município, e a insegurança afeta diretamente os empresários, comerciários, e a população que depende dessa região para trabalhar, consumir e circular”.
Cabral observa que, com a chegada do verão, tradicionalmente marcada pela redução do fluxo de pessoas no centro, tende a agravar esse cenário: “Menos movimento nas ruas significa maior vulnerabilidade, o que aumenta o receio de comerciantes, trabalhadores e consumidores. Esse contexto impacta negativamente nas vendas, a geração de empregos e o ambiente de negócios como um todo”.
O presidente aponta a necessidade de um reforço efetivo do policiamento, especialmente nos horários comerciais e nos pontos de maior incidência de ocorrências: “Segurança Pública é condição básica para o desenvolvimento econômico e social. Seguiremos cobrando providências e colaborando com propostas que devolvam ao centro de Campos a sensação de segurança, vitalidade e confiança”.
Tanto o 8º BPM quanto a Guarda ratificam que as ações estão sendo intensificadas, em conjunto, envolvendo cerca de 100 agentes (dos quais, 35 guardas) por dia, na segurança básica, em atuações motorizadas e a pé, cobrindo a maior parte da área de abrangência. Cabral diz que reconhece o esforço das forças de segurança; porém, vê necessidade de uma estratégia mais contundente.
“Temos dialogado com o poder público e reforçado a necessidade de ações integradas entre município e estado, envolvendo as Polícias Militar e Civil, Guarda Municipal e políticas sociais”, enfatiza defendendo não apenas o aumento da presença policial, “mas, também, estratégias contínuas de ordenamento urbano, iluminação pública, limpeza, assistência social e revitalização do centro.

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