Defesa Civil constatou que pressão violento das águas causou desnivelamento de um vão central da ponte Foto Divulgação
Nível do Rio Paraíba apresenta baixa em Campos, mas ponte continua interditada
De 9,87 metros, nível amanheceu em 9,32; definidas três alternativas para quem depende da Barcelos Martins
Campos – Após atingir 9,87 na madrugada, o nível do Rio Paraíba do Sul amanheceu em 9,32 metros em Campos dos Goytacazes (RJ) nesta segunda-feira (2). Segundo a Defesa Civil municipal, a tendência é continuar baixando; no entanto, a Ponte Barcelos Martins continua interditada, devido ao desnivelamento de um vão central, provocado pela pressão violenta da água.
A ponte está localizada no centro da cidade e é a principal travessia de pedestres, ciclistas e motociclistas do subdistrito de Guarus para a cidade e vice-versa. A interdição aconteceu no início da tarde de sábado (28) e os técnicos estão avaliando os primeiros passos a serem tomados para reparação do problema.
“A primeira atitude da Defesa Civil foi preservar vidas; então, nós tivemos uma preocupação muito grande de interditar a ponte de imediato”, justifica o secretário Alcemir Pascoutto. Ele confirma que o engenheiro da Secretaria de Obras e a equipe do setor de engenharia da Defesa Civil verificamos que o recalque foi muito intenso.
Pascoutto reforça que não havia outra alternativa: “Houve uma preocupação, porque nós sabemos que essa ponte é utilizada por trabalhadores. A Guarda também está posicionada orientando esses trabalhadores para diminuir o problema causado pela interdição “. As rotas alternativas do momento são as pontes Saturnino de Brito (da Lapa), Alair Ferreira e General Dutra.
NÍVEL EM QUEDA - Sobre o rio, o secretário afirma que o Centro de Monitoramento de Desastres vem trabalhando constantemente, passando a análise para a população: “Conforme o previsto, a cota chegou a 9,87 metros nesse domingo e caiu para 9,32 metros. Acreditamos em uma queda ainda maior no decorrer do dia”.
O prefeito Wladimir Garotinho acompanha o monitoramento e a situação da ponte. Ele reforça que embora a expectativa seja de que o nível do rio continue baixando, a interdição da Barcelos Martins terá de ser mantida: “Com a força da água, um dos pilares cedeu. Só podemos liberar depois que o rio descer e a força da água diminuir”.
Quanto às pessoas que necessitam utilizar a ponte no dia a dia, Wladimir sugeriu ao presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT), Álvaro Oliveira, e ao comandante da Guarda Municipal, Wellington Levino, a busca de alternativas: “No entorno das três opções de travessia, nas duas margens do rio, há agentes da Guarda orientando pedestres, ciclistas e motociclistas”.
ATENÇÃO TOTAL - Levino justifica os motivos de a Ponte Leonel Brizola (conhecida como Ponte Rosinha) não ter sido apontada entre as alternativas: “Ela tem estrutura de rodovia e não de perímetro urbano. Então, se a gente autorizar as bicicletas e os pedestres a transitarem nesse espaço, estaremos colocando em risco a vida e a segurança dessas pessoas.
O comandante ratifica que a Guarda estará atuando também nas outras pontes, para poder ter a melhor mobilidade quem as utilizar: “Entendemos que a segurança que nós estamos pautando é para as pessoas da maior fragilidade no trânsito, que são os pedestres e os ciclistas. Estamos com equipes deslocadas e cones sinalizando para redução da velocidade”.
Oliveira reforça a importância de a população estar atenta e os motoristas e motociclistas respeitarem os redutores: “Buscamos as melhores alternativas visando principalmente a segurança de todos. Pedimos que os motoristas e motociclistas tenham cuidado com o aumento de pedestres e ciclistas nas demais pontes, em especial a da Lapa”.

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