Financiamento para projetos florestais é direcionado à região norte fluminense
BNDES anuncia R$ 150 milhões para recuperar áreas da Mata Atlântica; Campos, São Francisco e Quissamã beneficiados
Wladimir resume que o parque ocupa área de 320 mil metros quadrados e está projetado para virar um "pulmão verde"
- Foto César Ferreira/Divulgação (arquivo)
Wladimir resume que o parque ocupa área de 320 mil metros quadrados e está projetado para virar um "pulmão verde"
Foto César Ferreira/Divulgação (arquivo)
Campos/Região – Projeto bancado pelo Fundo Clima - Florestas Nativas e Recursos Hídricos, focado na recuperação da cobertura vegetal que contribua para proteger a biodiversidade, reduzir enchentes, mitigar a estiagem, melhorar a infiltração da água no solo e estabilizar áreas sujeitas à erosão, tem como ponto de partida a região norte do estado do Rio de Janeiro.
Para tanto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a empresa Tree Agroflorestal S.A. (Tree+) assinaram nesta segunda-feira (2) um contrato de financiamento de R$ 151,8 milhões para apoio a restauração ecológica de 15 mil hectares de áreas degradadas do bioma Mata Atlântica. Inicialmente, serão contemplados Campos dos Goytacazes, São Francisco de Itabapoana e Quissamã.
Os recursos destinam-se ao plantio e à regeneração de vegetação nativa, coincidindo com a construção do Parque Ecológico da Cidade, no município de Campos, por iniciativa do prefeito Wladimir Garotinho. A proposta campista visa justamente a restauração florestal, bioeconomia e soluções baseadas na natureza; além de uma série de outras definições que possam proporcionar qualidade de vida.
Ao comentar a ação do BNDES, Wladimir diz que o investimento que hoje se consolida foi um projeto idealizado pelo grupo “Campos do Futuro”, criado por ele para pensar a cidade no longo prazo: “É fruto da nossa visão estratégica para a cidade e na melhora da qualidade de vida para as futuras gerações. Os resultados começam a clarear”.
O prefeito resume que a ação municipal é focada em emprego, agro e sustentabilidade ambiental: “Ainda tem quem ache que não trabalhamos com planejamento e visão de futuro; mas resultados como esse dão ânimo”. Sobre o Parque Ecológico da Cidade, ele confirma que a segunda etapa das obras está perto de ser concluída e de ser entregue.
Os serviços estão concentrados na organização da entrada do espaço, com a realização de pavimentação, construção de calçadas, instalação das grades de fechamento frontal e implantação de área gramada. O parque possui aproximadamente 320 mil metros quadrados: “A execução das obras segue conforme o planejamento técnico estabelecido para esta etapa”, diz Wladimir.
“PULMÃO VERDE” - A expectativa é que que com a segunda etapa concluída a população já possa passar a frequentar o espaço. A construção é feita na Avenida Arthur Bernardes: “O projeto visa transformar o parque em um verdadeiro ‘pulmão verde’, com área de cerca de 320 mil metros quadrados, dos quais, 10 hectares de mata atlântica”.
O projeto foi Idealizado pelo governo municipal, em parceria com o curso de Arquitetura e Urbanismo do Isecensa. Prevê uma área com 100 mil metros de árvores nativas da Mata Atlântica, além de centro administrativo; espaço gastronômico; pista de ciclismo e caminhada; pet parque; ampla área esportiva para diversas modalidades; brinquedos; espaço para grandes eventos; e estacionamentos.
Não está claro se o investimento do BNDES em projetos ambientais de Campos abrange o Parque em construção pela prefeitura. Mas, recentemente, o subsecretário de Urbanismo, Cláudio Valadares, novas propostas de parcerias para a área ambiental do estariam sendo desenvolvidas e avaliadas no sentido de desenvolver outras áreas internas.
APOIO ESSENCIAL - O BNDES contabiliza que desde 2023 já mobilizou mais R$ 7 bilhões para restauração florestal. Sobre a parceria firmada neste início de semana, o banco ratifica que a Tree+ desenvolve atividades inicialmente no norte fluminense, nos municípios de Campos, São Francisco de Itabapoana e Quissamã: “Em 2025, a Tree+ já realizou ações de recuperação em cerca de 2 mil hectares”.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, observa que a Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos e, ao mesmo tempo, mais degradados do país: “Apoiar projetos de recuperação em escala é essencial para proteger a biodiversidade, enfrentar eventos climáticos extremos e gerar emprego e renda nos territórios”, avalia.
O Fundo Clima é operado pelo BNDES. Trata-se de um dos principais instrumentos da política nacional sobre mudança do clima e visa apoiar projetos voltados à mitigação e adaptação climática, à conservação e recuperação de florestas, à proteção da biodiversidade e à segurança hídrica, promovendo o desenvolvimento sustentável e a transição para uma economia de baixo carbono.
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