Ranulfo diz que há forte reflexo dos investimentos de infraestrutura feitos por meio do orçamento da prefeitura Foto Divulgação

Campos – O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego aponta a permanência de Campos dos Goytacazes entre os principais municípios geradores de empregos do estado do Rio de Janeiro. Segundo os dados esta quinta-feira (30), em março deste ano foi registrado o saldo de 337 vagas formais, com destaque para todos os setores.
Construções foi o setor da ponta do ranking, tendo gerado 126 empregos no mês em Campos. Em seguida, aparecem Serviços (112), Indústria (38), Agropecuária (37) e Comércio (24). Na avaliação do diretor de Indicadores Econômicos e Sociais do governo municipal, economista Ranulfo Vidigal, os números revelam que a conjuntura virtuosa que vinha predominando até o ano passado pode se repetir neste ano.
“Tem reflexos também do conjunto de investimentos de infraestrutura que a cidade está fazendo por meio do orçamento da prefeitura”, pontua Vidigal acrescentando que o setor de Serviços é sempre um setor empregador na cidade e os números conjuntos da Indústria e da Agropecuária revelam o primeiro reflexo das contratações da safra agrícola.
Ao se referir aos impactos positivos proporcionados pela postura agrícola, o diretor municipal reforça que o tempo de colheita começa a daqui a pouquinho: “O número positivo do Comércio é interessante, porque estamos tendo uma taxa de juros muito elevada, que dificulta, de forma muito expressiva, os pequenos e médios comerciantes da cidade”.
Na avaliação do economista, a tendência para frente vai estar associada, primeiro, à questão do poder de compra das famílias: “Com essa aceleração que tende a vir com aumento de alimentos e combustíveis, tirando o poder de compra das famílias, isso vai ser uma coisa extremamente preocupante à frente”.
Por outro ângulo, Vidigal acredita que o município, com a uma massa de salários expressiva, reforçada pelas folhas do governo municipal, vai encarar e superar a dificuldade prevista e a empregabilidade tende a se manter positiva ao longo do ano. Ele observa que, em março deste ano, o saldo positivo, segundo o Caged, foi 423 empregos com carteira assinada gerados.