Formada por atletas de Campos, seleção venceu a Arábia Saudita na semifinal e busca a conquista do ouro Foto Divulgação

Campos – Os brasileiros têm a grande chance de acordar celebrando um título mundial de futebol. Enquanto a Seleção principal encerrou sua participação na Copa do Mundo da Fifa, os holofotes se voltam para Paris. A equipe brasileira disputa a final da III Copa do Mundo de Futebol Unificado da Special Olympics contra o Equador
A equipe verde e amarela é formada integralmente por atletas de Campos dos Goytacazes (RJ), que integram o Paraesporte - maior projeto socioesportivo do país voltado para pessoas com deficiência intelectual. O time vem demonstrando muita garra na competição e confirmou sua classificação para a grande decisão na manhã desta sexta-feira (10).
Na semifinal, o time comandado pelo técnico Guilherme Cruz enfrentou a forte seleção da Arábia Saudita, que abriu o placar ainda no primeiro tempo. O empate e a virada heroica vieram no início do segundo tempo, com dois gols de Izaque Mendes, que assumiu a artilharia da competição e definiu o placar de 2 a 1.
A trajetória brasileira até a disputa do ouro foi marcada por grandes atuações e muita resiliência. Na fase de grupos: O Brasil empatou em 2 a 2 com a Jamaica, atual campeã mundial, após estar perdendo por 2 a 0; goleou a França por 4 a 0; e empatou em 1 a 1 com o Senegal na terceira partida.
EXPECTATIVA - Com a vaga garantida, os atletas seguem focados e com a confiança em alta para enfrentar a equipe equatoriana e trazer o troféu para o Brasil. A participação dos jovens campistas consolida a importância do esporte como ferramenta de inclusão social e transformação de vidas.
“Os meninos vêm demonstrando um bom futebol com entrosamento e muita dedicação, onde todos os atletas participam dos jogos conforme prevê as regras da Special Olympics”, comenta o treinador Guilherme Cruz. Ele adianta que fará algumas alterações no time que venceu a Arábia, mas ainda não anunciou a escalação.
“Vamos em busca da medalha de ouro”, acredita o fundador do Paraesporte, Raphael Thuin, avaliando que os jovens estão honrando a camisa: “Já é uma grande vitória retornarmos ao Brasil orgulhosos e confiantes de que o esporte vem mudando a vida dos nossos atletas”. O projeto tem parceria com a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e a Enel.