Fábio Macedo destaca que atendimentos no setor de emergência do Ferreira Machado aumentou mês a mês Foto Divulgação
Hospital alerta para índice de acidentes com motos em alta
Dados divulgados nesta terça-feira pelo HFM apontam que acidentes com motos crescem pelo sexto mês consecutivo
Campos – Referência em Emergência Vermelha no norte do estado do Rio de Janeiro, o Hospital Ferreira Machado (HFM) é a principal referência para levantamento de acidentes de trânsito em Campos dos Goytacazes. Em levantamento do primeiro semestre de 2026, a unidade aponta aumento contínuo dos atendimentos envolvendo motociclistas e bicicletas elétricas.
Responsável pelo socorro a de pacientes vítimas de traumas graves, o HFM registra 2.633 atendimentos de janeiro a junho deste ano na emergência, em uma crescente que considera preocupante, sendo 335 casos em janeiro; fevereiro, 373; março, 444; abril, 482; maio, 484; e junho, 515 - crescimento de mais de 53% nos seis meses.
No período, o hospital aponta ainda 1.099 atendimentos relacionados a acidentes ciclísticos, 413 automobilísticos e 386 atropelamentos. “Os dados apenas confirmam uma realidade vivida diariamente dentro da unidade”, observa o diretor do pronto-socorro do Ferreira e médico ortopedista, Fábio Macedo.
“Independentemente das condições climáticas, feriados ou festas, o número de vítimas aumenta todos os meses desde janeiro, isso é perceptível nas enfermarias do hospital, que permanecem cheias”, assinala o diretor realçando que esse cenário impacta diretamente a qualidade da assistência e reforça a necessidade de uma mudança de paradigma no trânsito de Campos.
CONSEQUÊNCIAS - Macedo avalia que, além da sobrecarga na rede hospitalar, os acidentes deixam sequelas que exigem tratamento prolongado, cirurgias complexas e, em muitos casos, internação em unidades de terapia intensiva. O médico Aluísio Puglia diz que manter uma boa condição física pode fazer diferença durante a recuperação.
“Pessoas fisicamente ativas costumam apresentar uma recuperação melhor após traumas e períodos de internação”, assinala frisando: “Isso acontece porque possuem maior massa muscular, o que facilita desde o desmame da ventilação mecânica até a reabilitação para voltar a caminhar e realizar atividades básicas”.
Já o envelhecimento naturalmente Puglia afirma que provoca perda de massa muscular, conhecida como sarcopenia, tornando a recuperação mais difícil: “Por isso, manter uma rotina de atividade física é um investimento não apenas em qualidade de vida e longevidade, mas também em uma recuperação mais rápida diante de uma eventualidade”.

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