Rodrigo Carneiro diz que o município de Campos não vive um cenário de surto, mas é necessária a prevençãoFoto Kelly Maria/SMS
Saúde alerta para o risco de doenças do período de inverno
Secretaria chama atenção especialmente para a necessidade de proteção contra meningite e disponibiliza vacinas
Campos – Proteger a população contra meningite, reduzindo os casos da doença prevenível por vacinas em 50% e as mortes provocadas por elas em 70% é a principal meta do Ministério da Saúde (MS) até 2030. Campos dos Goytacazes (RJ) adere e, desde julho de 2025, já aplicou 12.360 doses da meningocócica ACWY, integrada à rotina de imunização no município.
Para combater a doença, o Sistema Único de Saúde (SUS) incluiu a vacina no reforço para crianças de 12 meses, além de mantê-la disponível para adolescentes. Campos acompanha, buscando não apenas eliminar as epidemias de meningite, mas, também, a melhoria na qualidade de vida dos sobreviventes, conforme as diretrizes estratégicas do MS (CLIQUE AQUI).
A cobertura vacinal até agora em Campos é de 79,62%. Embora o índice esteja em crescimento, ainda permanece abaixo da meta de 95% estabelecida pelo ministério. O infectologista e subsecretário de Vigilância em Saúde, Rodrigo Carneiro, alerta que com a chegada do inverno aumenta a circulação de doenças respiratórias e há necessidade de intensificar a vacinação.
“A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) está reforçando a importância da vacinação contra a meningite, especialmente entre crianças e adolescentes”, orienta pontuando que as doses estão disponibilizadas gratuitamente, de acordo com o que está previsto no Calendário Nacional de Vacinação.
PERÍODO DE RISCO - O cronograma inclui a vacina meningocócica ACWY, que protege contra os sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis, responsável por uma das formas mais graves da doença. “O período de temperaturas mais baixas favorece a transmissão da doença, tornando a vacinação ainda mais importante”, reforça Carneiro.
O subsecretário frisa que, durante o inverno, as pessoas tendem a permanecer em ambientes fechados e com pouca ventilação, facilitando a transmissão de doenças respiratórias: “Por isso, a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção de uma doença que pode evoluir rapidamente e causar consequências graves, inclusive o óbito”, ratifica.
Segundo o médico, o município não vive um cenário de surto, mas é necessária a prevenção: “Até o momento, este ano foi confirmado um caso de meningite meningocócica, que evoluiu com alta hospitalar. Mesmo sem um cenário de surto, é essencial manter a população protegida para evitar o aumento do número de casos”, enfatiza.
ÚNICA ALTERAÇÃO - Carneiro lembra que, desde primeiro de julho de 2025, o MS ampliou a aplicação da meningocócica ACWY para crianças de 12 meses de idade no SUS: “Com a mudança, a dose de reforço que antes era feita com a vacina meningocócica C passou a ser realizada com a ACWY”, explica acentuando que o esquema vacinal permanece com duas doses da vacina meningocócica C aos 3 e 5 meses de vida.
“A alteração ocorre apenas no reforço dos 12 meses, que passa a ser feito com a ACWY”, observa realçando que o público infantil que já recebeu o esquema completo com a meningocócica C, incluindo a dose de reforço aos 12 meses, não precisa receber a ACWY neste momento.
Quanto às crianças que completaram um ano de idade e ainda não receberam o reforço, o infectologista orienta que devem receber a dose da ACWY em uma das salas de vacinação: “Além das crianças, o imunizante também continua sendo ofertado para adolescentes de 11 a 14 anos, conforme o Calendário Nacional de Vacinação”, conclui.

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