A estrada mostrada pelos passageiros não apresenta estrutura aparente para o transporte coletivo. O deslocamento também ocorre em um período de pouca visibilidade, segundo os relatos, o que aumenta a preocupação dos usuários com as condições de segurança durante a viagem.
A denúncia chegou ao Instituto Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (IMTT), responsável pela fiscalização do transporte público municipal. O órgão informou que está apurando a situação.
Até o momento, não há confirmação oficial de que os veículos registrados tenham utilizado o caminho com o objetivo de evitar o pagamento do pedágio. A apuração deverá esclarecer se o trajeto é utilizado de forma recorrente, quais veículos fazem o percurso e qual seria a justificativa para a mudança de rota.
Reclamações sobre passagem aumentam pressão sobre transporte A denúncia surgiu em meio a uma onda de reclamações dos passageiros sobre o valor cobrado nas linhas que atendem localidades do norte do município.
As cinco praças de pedágio da BR-101 administradas pela Arteris Fluminense passaram a operar com novas tarifas nesta semana. A cobrança básica subiu de R$ 10,30 para R$ 10,80.
No transporte por vans e micro-ônibus para Santo Amaro, Morro do Coco, Mutuca, Santa Maria, Palmas, Murundu, Vila Nova e Conselheiro Josino, os moradores também denunciaram aumento da passagem. Segundo os passageiros, o valor teria saltado de R$ 3,50 para R$ 5,50.
O reajuste provocou protesto na quarta-feira (9). Moradores interditaram a BR-101 em manifestação contra o aumento e cobraram explicações sobre a nova tarifa.
O IMTT declarou que não autorizou qualquer aumento nas tarifas do transporte público municipal e afirmou desconhecer reajustes aplicados pelos permissionários.
O órgão também informou que, caso um permissionário cobre valor acima da tarifa estabelecida, poderá sofrer multa e ter o veículo retido.
Agora, além da discussão sobre o preço das passagens, o transporte utilizado pelos moradores entrou no foco de uma nova apuração. O IMTT precisa verificar se os veículos estão deixando a BR-101 para percorrer o canavial e, caso isso seja confirmado, quais são as razões para a adoção desse trajeto.
Para os passageiros, a preocupação não envolve apenas o valor pago pela viagem. Os registros também levantam questionamentos sobre o percurso escolhido, as condições da estrada e a segurança de quem precisa utilizar o transporte durante a noite.
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